sábado, 29 de fevereiro de 2020

She Past Away: banda lança clipe de 10 minutos para a música “Durdu Dünya”



Um curta-metragem foi criado para ser o novo clipe dos turcos do She Past Away. A música escolhida para o vídeo foi Durdu Dünya, faixa que abre o álbum Disko Anksiyete, lançado ano passado.

O clipe, ou curta-metragem, foi batizado de Prometheus 3044 e foi dirigido pela produtora K089. O mesmo tem uma abordagem de ficção científica e traz figuras mutantes que interagem em quadros empoeirados que remetem a um ambiente pós-apocalíptico.

Disko Anksiyete é o terceiro álbum do She Past Away e foi aclamado por toda a crítica especializada mundo afora, que classificou o álbum como um dos melhores lançamentos do estilo em 2019. Confira no player abaixo o novo clipe de Durdu Dünya.

She Past Away é Volkan Caner (vocais, guitarras) e Doruk Öztürkcan (teclados, programação).  

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Resenha: Suum - Cryptomass (2020)


CRYPTOMASS - SUUM (Seeing Red Records, 2020)

Tracklist:
01. Cryptomass
02. The Silence Of Agony
03. Creatures From The Vault
04. Funeral Circle
05. Burial At Night
06. The Failure Of Creation
07. Mass In The Catacomb
08. Claws Of Evil
09. Reaper Looks In Yours Eyes

Line-up:
Mark Wolf - vocais
Painkiller - guitarras
Joe Grave - contrabaixo
Fed Kemper - bateria


Texto: Bruno Rocha


O Doomzão clássico habita nas catacumbas e é lá onde ele expressa de forma pungente sua essência soturna e pesada. Tal qual uma criatura abissal que nunca conheceu a luz, ele necessita se cercar da escuridão para se desenvolver. O Doom clássico não é uma criatura arredia, mas não espere que ele saia de seu habitat para encontrar você – é você quem precisa descer às catacumbas para encontrá-lo; isto é, se assim você desejar. Por isso o Doom Metal não é para qualquer um.

Esta é a sensação que percebemos quando ouvimos a banda Suum, de Catanzaro, na Calábria italiana. O quarteto formado por Mark Wolf (vocais), Painkiller (guitarras), Joe Grave (contrabaixo) e Fed Kemper (bateria) acaba de lançar o seu segundo álbum de estúdio, Cryptomass, via Seeing Red Records. Em relação ao debut, Buried Into The Grave (2018), a maior mudança ficou por conta das estreias de Joe Grave e Fed Kemper na cozinha, pois a proposta musical se mantém a mesma: Doom Metal clássico, pesado, imponente, grandioso e mortal. Riffs criativos se juntam a bases esmagadoras e vocais expressivos onde elementos tanto do Doom épico ensinado pelo Candlemass quanto do Doom arrastado do Reverend Bizarre se misturam ao DNA típico do Metal italiano, produzindo um som com identidade e ao mesmo tempo com essência notória.

A sensação de estar ouvindo a música do Suum de dentro de uma caverna, ou de uma cripta, é altamente perceptível. E esta sensação provem não somente da belíssima e perturbadora arte de capa de autoria do próprio guitarrista Painkiller. Os riffs iniciais da faixa-título, que dá início aos trabalhos, vêm fortemente besuntados em reverb e echo, elementos que também são aproveitados fortemente nos timbres da bateria (em especial no bumbo) e nos vocais de Mark Wolf quando este se apresenta, potencializando sua performance altamente interpretativa como de quem conduz uma missa macabra. Ao final desta faixa, guitarras limpas se metem em meio as bases pesadas criando um final épico e doloroso. A proposta da faixa-título segue intacta em The Silence Of Agony, que já havia sido disponibilizada antes em formato de single. Em sua metade a música descamba para um ritmo mais rápido e as guitarras usam todo o poder de suas afinações baixar para destruir o Universo sob o comando de gritos guturais de Mark Wolf.

Creatures From The Vault vem num ritmo mais animado e groovado. As guitarras e o baixo são tão pesados que passam a impressão de que estão formando uma muralha fortificada e tão gigantesca que nem os judeus conseguiriam derrubar como derrubaram a de Jericó. O ritmo volta a ficar lento em Funeral Circle que, fazendo jus ao seu título, remete o ouvinte a uma colossal marcha fúnebre. A andamento e as linhas vocais de Wolf remetem imediatamente a banda norueguesa Fallen nesta faixa em particular. Após a marcha fúnebre, vem finalmente o enterro com Burial At Night, dona do refrão mais cabuloso de todo o álbum. O riff de The Failure Of Creation deixa claro para quem quiser ouvir que o baixo de Joe Grave está engordurado de distorção, o que reforça mais ainda o peso da seção de cordas do álbum. Hora de se sentar e de contemplar uma certa mansidão com Mass In The Catacomb, tocada toda com dedilhado na guitarra e com um som de chuva ao fundo.

Após o descanso, se prepare para ser massacrado novamente pelas duas últimas faixas. Claws Of Evil possui um riff asfixiante puxado por Painkiller e nos remete ao Candlemass antigo. O baixo de Joe Grave se revela líder novamente na parte mais enigmática do meio antes que um fade-out leve embora toda a maldição perpetrada por esta música. O álbum se encerra de forma magnânima e imponente com Reaper Looks In Your Eyes, dotada de várias mudanças de andamentos e uma seção maravilhosa ao final onde o monstro sai das cavernas para contemplar o pôr-do-sol escarlate e para sentir uma brisa fria no topo de alguma montanha próximo ao Mediterrâneo.

Daniele Perticalori foi o responsável por toda a parte técnica das gravações de Cryptomass e seu trabalho por trás dos botões foi essencial para a música do Suum, pois ele soube dosar as toneladas de efeito como distorções, reverbs e chorus em todos os instrumentos sem que nada soasse incompreensível ou embolado. A sujeira carregada é uma característica do Doom de Catanzaro e o modo que ela foi impregnada nas composições reforçou a repugnância do monstro que habita nas cavernas de lá. Ou seja, aquilo que mais atrai o fã de Doom.

Pouco após a conclusão das gravações do álbum, Mark Wolf deixou o posto de vocalista do Suum, cedendo a ingrata missão de substituí-lo a Misantrophil, que terá a missão de celebrar as missas negras com a mesma eloquência de seu antecessor daqui em diante. Mas Mark não deixou a banda sem um feito expressivo: o Suum manteve o alto nível apresentado no debut Buried Into The Grave e posiciona Cryptomass como sério candidato a figurar entre os melhores álbuns do estilo em 2020. Afinal, cravo ainda em fevereiro que será bastante complicado surgirem dez álbuns tão pesados, asfixiantes, agourentos e “casca-grossa” quanto este lançamento. Ouvir Cryptomass em sua plenitude é como se sentir esmagado por uma procissão macabra e gigantesca, que te carrega para as profundezas da escuridão, onde somente os mais soturnos morcegos habitam e cujo odor repugnante de suas ureias se misturam aos dos incensos jorrados por velas negras. É lá onde habita o Doom clássico. É lá onde habita o Suum. É lá onde ele deve viver para sempre.

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Doom Metal: como o Gênero Maldito já era praticado ainda nos anos 70



Texto: Bruno Rocha

Se o Doom Metal possuísse uma versão plástica, esta seria a capa do debut do Black Sabbath, a imagem acima. Perturbadora em sua simplicidade autoral, esta imagem traduz com perfeição em forma de imagem o sentido real e estrangulador do estilo. Por falar neste álbum, o Heavy Metal nasceu através dele sob o signo do Doom. Na forma deste, o debut do Black Sabbath foi composto e lançado oficialmente no dia 13 de fevereiro de 1970, portanto, tendo completado 50 anos nesta semana que se passou.

O Black Sabbath praticava em seus primeiros álbuns aquilo que partir dos anos 80 seria conhecido como Doom Metal: um Heavy Metal lento, com guitarras de timbres bastante distorcidos, atmosferas soturnas e vocais desesperados. Portanto, não há exagero em afirmar que o Doom Metal existe desde os anos 70, sendo, portanto, o primeiro subgênero de Metal a existir. Se formos considerar os outros gêneros que começaram a se emancipar no fim dos anos 70 para os anos 80, como Thrash, Death, Black, Progressivo, Power e outros, o Doom é aquele que ainda carrega a essência raiz com a qual o Metal foi gerado por Tony Iommi e cia.

O próprio Black Sabbath é constantemente lembrado como pai tanto do Heavy Metal quanto do Doom Metal, mas eles não eram a única banda a praticar o estilo na época. Apesar de a crítica massacrar aquele Rock encapetado e feio que os Sabbath praticavam, a banda rapidamente adquiriu popularidade no underground e cresceu a ponto de alcançar a fama. Tão logo seus primeiros trabalhos chegaram aos ouvidos dos fãs de Rock do mundo todo, outras bandas foram surgindo inspirados por aquele Rock negro e pesado. Também carregando o cheiro do Rock Psicodélico e ocultista, as bandas que praticavam Doom nos anos 70 mesclavam a brisa psicodélica com as distorções pesadas. Além disso, não seria muito auspicioso falar de temas como ocultismo fazendo Rock bonitinho, em tons maiores e timbres limpos, não é?

Antes de prosseguirmos, é preciso deixar claro um detalhe que, apesar de parecer óbvio, é de suma importância neste artigo. Não é que as bandas citadas nesta matéria eram genuinamente bandas de Doom Metal. Este entendimento só veio a existir a partir da década seguinte. Indo mais além, nem sequer o termo “Heavy Metal” estava estabelecido na época em questão. O ponto aqui é que algumas bandas já tocavam de forma clara em algumas músicas ou trabalhos aquilo que a partir dos anos 80 viria a ser batizado como Doom Metal. Outro detalhe que complementa este primeiro é que o que compreendemos hoje como qualquer outro gênero de Metal não era praticado no mesmo período. Bandas como Judas Priest, Motörhead e Accept aceleraram e tornaram mais melódicos (este segundo adjetivo não se aplica tanto ao Motörhead) o Metal na segunda metade dos anos 70 e acabaram por influenciar outros gêneros de Metal que foram surgindo a partir do começo dos anos 80, somente.

O Doom Metal emancipou-se como gênero de Metal na era oitentista graças a bandas como Saint Vitus, The Obsessed, Trouble - estas americanas - Pagan Altar e Witchfinder General, estas britânicas oriundas da NWOBHM. Depois veio o Candlemass, o nome mais bem sucedido do estilo, inaugurando o segmento Epic Doom. Todavia, como já dito, o estilo já era praticado como tal nos anos 70. Vejamos a seguir alguns poucos nomes que se enquadram no Doom Metal setentista. E se prepare: se você não conhece alguns destes nomes, vai se surpreender com o quanto estas bandas já soavam tão pesadas e cabulosas na época.

BLACK SABBATH


Ah vá!

Aquilo que conhecemos hoje como Heavy Metal existiria se o Black Sabbath não fosse uma realidade? Provavelmente sim. Mas, como a Matemática garante através do Princípio da Boa Ordem, alguém teve que receber as honras da inauguração e este alguém foi o Sabbath. Ainda, será que se outra banda tivesse criado o Metal, teria sido com tanto estilo e personalidade como os britânicos de Birmingham fizeram?

Há quem entenda que o Metal já havia aparecido antes do debut do Black Sabbath através de trabalhos do Cream, do Blue Cheer ou até mesmo pelos Beatles. Mas a grande maioria dos entendidos em Rock e Metal (eu incluso, apesar de este escritor estar longe de ser considerado um “entendido”) concordam que a pedra angular do Metal foi mesmo o primeiro álbum do grupo, lançado em 13 de fevereiro de 1970 pela gravadora Vertigo. Fato é que as músicas do debut traziam uma carga pesada na guitarrada de Tony Iommi, no baixo furioso de Geezer Butler, na bateria agressiva de Bill Ward e nos vocais ríspidos de Ozzy Osbourne. A faixa-título em particular é tão negra e revolucionária que conseguiu colocar o mundo da música de ponta-cabeça graças ao riff tocado em trítono, a “Nota do Diabo”, a atmosfera horripilante e as letras que evocam o Tinhoso, algo sem precedentes na história da Música. O Doom Metal nasceu aí e foi devidamente lapidado nos próximos álbuns do Black Sabbath desde então, influenciando assim uma legião de músicos e bandas de Doom e Stoner por anos a fio até hoje. E contando.



PENTAGRAM


Apesar de o Pentagram ser constantemente lembrado junto a outros nomes como pioneiros do Doom oitentista, já emancipado, a verdade é que a banda do caricato Bobby Liebling viveu a sua primeira encarnação durante vários intervalos dos anos 70. O grupo não alcançou a devida fama naquela década por conseguir somente lançar uns poucos singles, consequências de alguns péssimos relacionamentos envolvendo empresários e os abusos de alucinógenos por parte de Liebling. O reconhecimento só veio na segunda encarnação do grupo, durante os anos 80 e já com o peso pesado Victor Griffin nas guitarras, egresso do Death Row. Mas o fato de ter que dividir essa fama com Saint Vitus e Trouble, além de outros aspectos, não os fez atingir o estrelato que os aguardava ainda nos anos 70.

O Pentagram foi fundado em 1971 no estado da Virginia através de Liebling e do baterista Geof O'Keefe. A banda surgiu como uma promessa de resposta americana aos ingleses do Black Sabbath, juntamente com os nova-iorquinos do Sir Lord Baltimore, e qualidade para tal posto a banda tinha de sobra. O principal trabalho lançado pelo Pentagram naquela década foi o Bias Recordings Studio, uma demo que trouxe clássicos da banda como Forever My Queen, When The Screams Come e Review Your Choices. Várias composições da primeira encarnação do Pentagram foram regravadas nos álbuns lançados a partir dos anos 80. Em 2002 o grupo lançou First Daze Here (The Vintage Collection), uma coletânea de 12 raridades e faixas perdidas dos anos 70 em versão remasterizada. Ainda havia mais material para desenterrar; o segundo lote de raridades setentistas do Pentagram foi lançado em 2006 sob o nome First Daze Here Too. Em ambas as coletâneas, percebe-se o quanto o Pentagram foi influenciado pelo Black Sabbath tanto nas músicas mais animadas quanto nas faixas mais soturnas, os Dooms, como a própria Forever My Queen e seu riff cinzento, a charmosa When The Screams Come e a fúnebre Be Forewarned.



BEDEMON

Uma das formações recentes do Bedemon, com a presença de Scott "Wino" Weinrich (à esquerda)

Pesadíssimo! É assim que podemos definir o som da banda Bedemon, que, tal como o Pentagram, passou por duas encarnações: uma entre 1973 e 1974, com um brevíssimo retorno em 1979, e uma segunda encarnação a partir de 2001.

Na fase setentista, a banda também contava com Bobby Liebling nos vocais e com Geof O’Keefe na bateria, que se faziam acompanhar de Mike Matthews no baixo e Randy Palmer nas guitarras. Este Randy Palmer também andou tocando no Pentagram por dois períodos, um na primeira encarnação e outro na segunda, perto do fim dos anos 80.

Todas as músicas gravadas pelo Bedemon naquele período só viram a luz do dia em 2005, quando do lançamento da coletânea Child Of Darkness: From The Original Master Tapes. O que esse trabalho revelou ao mundo era uma banda de som soturno, sujo, negro e pesado, como nenhuma outra fazia na época. A baixa qualidade das gravações só reforçou a poeira em cima das músicas. É tanta poeira que é possível tatear as músicas e constatar as cascas de sujeira. O grupo voltou a ativa em 2001 através da iniciativa do músico e jornalista Perry Greyson, que tratou de contactar e de reunir os ex-integrantes Palmer, Keefe e Matthews. Um álbum de inéditas foi lançado em 2011, Symphony Of Shadows, que contou com os vocais de Craig Junghandel.




STONE AXE


Essa aqui habita nas catacumbas plúmbeas da história do Rock e de lá nunca saiu. Quem quiser conhecer o Stone Axe, desça rumo a escuridão onde a luz nunca ousou penetrar.

O Stone Axe surgiu das cinzas do Josefus e existiu entre 1971 a 1972 na cidade de Houston, no Texas. Após o fim do Josefus, o vocalista Pete Bailey, o baixista Ray Turner e o baterista Jerry Ontiberoz receberam o guitarrista “Wolf” Mike Long para formar o Stone Axe. O único lançamento oficial do grupo foi o single Slave Of Fear/Snakebite, de 1971. A primeira faixa em particular apresenta algo que o Black Sabbath começaria a fazer naquele mesmo ano: afinações baixas nas guitarras. Isso somado ao ritmo lento e as influências de Psicodélico criou um som pesado, soturno e melancólico, que ficou escondido nas areias do tempo. O fim precoce do Stone Axe ensejou o retorno do Josefus em 1972. Até hoje o grupo teima em existir apesar das várias idas e vindas. Mas o blog The Atmosphere faz questão de desenterrar, limpar a poeira e apresentar este souvenir para você.



FLOWER TRAVELLIN’ BAND


Esta banda vem do Japão! Sim, o Doom Metal também aprontou das suas durante os anos 70 na Terra do Sol Nascente. O Flower Travellin’ Band foi a continuação natural do Yuya Uchida & The Flowers após uma reformulação da formação do grupo e a adoção de um novo direcionamento musical. Em seu segundo álbum, Satori, lançado em 1971, Uchida e companhia mostraram um som que lembrava muito o Black Sabbath dado o peso das guitarras, os ritmos lentos e as melodias sombrias. Ou seja, temos em Satori a receita básica do Doom Metal. As características pétreas do estilo são melhor percebidas nas faixas ímpares do álbum, Satori Part I, Satori Part III e Satori Part V, além da faixa-bônus Map. Ainda, por influência do guitarrista Hideki Hishima, o grupo usava de forma magnifica arranjos criados com escalas árabes, algo que se tornaria marca registrada do Solitude Aeturnus nos anos 90. O Flower Travellin’ Band existe até hoje, mesmo que sem seu membro-fundador e cérebro criativo da fase áurea do grupo, Yuya Uchida. Outro destaque do álbum Satori são as interpretações viscerais do vocalista Joe Yamanaka.



Por hoje é isso. Existem outros exemplos, mas estes que aqui foram lembrados cumprem bem o papel de apresentar a você o Doom setentista. É como este redator costuma falar sempre que as oportunidades permitem: o Doom Metal é o gênero mais antigo, o Primeiro, aquele que carrega a essência raiz do Heavy Metal. Da metade dos anos 80 em diante o Doom Metal se metamorfoseou e se hibridizou com outros gêneros para se transformar em vários formatos distintos como Epic Doom, Death Doom, Metal Gótico, Sludge, Funeral Doom e etc. Isso tudo sem considerar o Stoner Rock/Stoner Metal, que pode ser considerado um irmão do Doom Metal. Que o Gênero Maldito sobreviva nos calabouços renegados do Rock por muito mais tempo. De preferência, mantendo e perpetrando para toda a posteridade o negrume perturbador da imagem que abre esta matéria.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Círculo Soturnos: editora lança editais para antologias poéticas e informa sobre sua excursão para o Woodgothic 2020


A Círculo Soturnos, uma das editoras brasileiras mais importantes no âmbito da literatura sombria, está agora com uma novidade: periodicamente serão lançados em seus canais oficiais vídeos com informes sobre todas as ações da editora. Os mesmos serão apresentados por Juliana Weyne, uma das responsáveis pela Underdark Produções, cantora e DJ da cena gótica de Fortaleza.

Em seu primeiro vídeo informativo, a Círculo Soturnos dá detalhes sobre o lançamento de seus dois primeiros editais para 2020. O primeiro selecionará autores para a obra Devaneios Cemiteriais. Sob organização de Fernanda Miranda, a obra contará em suas páginas contos macabros sobre romances e histórias que envolvem amor e morte, podendo envolver criaturas sobrenaturais e arte cemiterial. O segundo edital servirá para escolher autores para o quinto volume da já conceituada antologia Soturnos, sob organização de Sr. Arcano. Para este volume, as obras terão como objetivo extrair a beleza em meio a temas sombrios e macabros.

O vídeo também dá detalhes sobre o primeiro lançamento da editora em 2020, Versos Proibidos, uma coletânea de poesias de autoria de Sr. Arcano que foram escritas e publicadas entre 1999 e 2019. Ainda, o vídeo trata sobre a excursão que a editora está organizando para o festival Woodgothic, o mais importante festival de música gótica do país e que será realizado entre os dias 11 e 13 de junho na fria e obscura São Tomé das Letras, em Minas Gerais.

Confira maiores detalhes sobre todas estas novidades no informe da editora Círculo Soturnos, através do player abaixo.

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Electro Bromance: grupo lança novo single “Breaking Chains” com remixagens de Ash Code e de Code: Red Core


Anunciado em dezembro de 2019, o novo single Breaking Chains, dos paraibanos do Electro Bromance, gerou ansiedade entre os fãs do grupo e do estilo não só por ser uma nova composição do duo (que já vinha sendo apresentado ao vivo, diga-se de passagem,), mas também por trazer como bônus remixagens dos italianos do Ash Code e do projeto paulista Code: Red Core.

Finalmente, as ansiedades foram saciadas. O duo formado por Wilame AC (vocais, sintetizadores, programação) e Hansen Pessoa (guitarras, sintetizadores, programação, vocais) lançou hoje no Bandcamp seu novo single e o que se escuta nele é um Electro Bromance bastante sombrio. Com influências do próprio Ash Code, ou mesmo de Plastique Noir, como se os cearenses tentassem soar “eletrificados”, Breaking Chains nos leva a caminhar em meio a becos úmidos de alguma metrópole durante a madrugada. Isso graças a sua base estonteante que mais aprece uma onda e os arranjos melódicos muito bem compostos e encaixados na composição, tudo criado em cima da sombria escala de Ré Sustenido Menor. Todavia, a identidade do Electro Bromance se mantém intacta com seu Synth/Darkwave elétrico e os vocais característicos de Wilame AC.


Além da versão original, o single traz as remixagens feitas pelo Code: Red Core e pelo Ash Code. O projeto paulista de Rodrigo Albuquerque (que também foi o responsável pela bela arte de capa do single) tratou de dar a música um toque mais Industrial e Trance, enquanto os renomados italianos estamparam sua marca em Breaking Chains com timbres retrôs na programação, novos arranjos de sintetizadores e graves pulsantes, embebidos em flanger.

Confira no player abaixo o single Breaking Chains: