Dois dos mais influentes bateristas do Pós-Punk e do Rock
Alternativo em geral anunciaram recentemente que estão trabalhando em um
projeto em conjunto. Lol Tolhurst e Peter Edward “Budgie” Clarke,
respectivamente ex-bateristas do The Cure e do Siouxsie And The
Banshees, divulgaram que estão trabalhando em um novo projeto em conjunto
chamado LXB. O anúncio foi feito em entrevista que ambos concederam ao programa Volume West, da rádio norte-americana Sirius XM, no último dia 22 de
maio.
Tolhurst e Budgie estavam como convidados do referido
programa, acontecido no Dia Mundial Gótico, para contar detalhes dos primeiros
anos de suas duas bandas e também sobre o Batcave. Sobre o projeto LXB, os
bateristas afirmaram que ele surgiu na verdade como um trio, o qual era
complementado pelo também baterista Kevin Haskins (Bauhaus, Tones On
Tail, Love And Rockets). Enquanto eles estavam compondo as primeiras ideias do
LXB, Haskins precisou deixar o projeto tendo em vista o retorno aos palcos com
o Bauhaus. Mesmo assim, Tolhurst e Budgie admitem que Haskins pode sim fazer parte
das gravações da estreia do LXB.
Sobre esta estreia, os bateristas preveem que ela será
lançada próximo ao fim deste ano, já que eles querem ter certeza que poderão
excursionar promovendo o álbum em 2021, quando espera-se uma amenização dos
efeitos da pandemia de COVID-19.
Os músicos também afirmaram que, por se tratar de um projeto
capitaneado por dois bateristas, as composições do LXB tendem a ter um foco no
ritmo e que, em vários momentos, as músicas podem lembrar uma mistura dos
primeiros trabalhos do The Cure com The Creatures, duo experimental de
Budgie com Siouxsie Sioux.
Lol Tolhurst foi um dos membros-fundadores do The Cure em
1976 e por lá tocou até 1989. Depois, focou seus esforços nas bandas Presence
e Levinhurst antes que ele se reunisse com o The Cure para alguns shows
em 2011 tocando os três primeiros álbuns da banda na íntegra. Já Budgie foi
baterista do Siouxsie And The Banshees de 1979 até 1996. Sua parceria com a
cantora Siouxsie Sioux se estendeu para além da banda, ensejando a criação do
The Creatures, projeto dos dois focado em experimentações com vocais e
percussão. Ambos foram casados de 1991 até 2007. Budgie também já prestou
serviços para diversos músicos como Hector Zazou, Jessie Evans, John Cale
(The Velvet Underground) e John Grant (The Czars) e também para as bandas Indigo
Girls, Juno Reactor e Efterklang.
Ninguém, nem o mais pessimista dos terráqueos, nem mesmo os astrólogos ou aqueles videntes que subsistem na televisão, poderia imaginar ou prever a hecatombe sanitária pela qual o mundo passa em 2020. Um vírus cujo contágio se dá forma selvagem se espalhou por todo o planeta (menos no Turcomenistão, já que o "presidente" de lá afirma de pé junto que lá não existe nenhum caso), forçando assim a parada de todas as instâncias das sociedades como há muito tempo não se via. Se a coisa afetou tão fortemente até as maiores economias e corporações do mundo, imagine então para o lado mais fraco da corda, onde se localiza o Rock underground.
Com a preocupação maior em salvar a vida das pessoas e evitar que o coronavírus adoeça grande parte da população e mate aqueles que forem afetados de forma mais grave, aglomerações estão proibidas e as pessoas estão sendo orientadas a não saírem de casa em uma profilaxia enormemente comunitária chamada "isolamento social". Consequentemente, trazendo para o escopo deste humilde blog, que é o que interessa a vocês caros leitores, shows foram cancelados e as bandas estão tendo que se reinventar para manter o contato com o público. Daí surgiram a ideia das famosas lives.
Não que elas já não existissem, mas tendo em vista a atual conjuntura do mundo, as lives se tornaram praticamente a única maneira de os artistas apresentarem sua arte àqueles que a apreciam.
Dentro do mundo gótico, grupos como Ash Code, Sonsombre, Plastique Noir e Hapax, dentre vários outros cujos nomes a memória me veta neste momento (comentem aqui ou nas redes sociais do blog, por favor. Nunca vos pedi nada), já fizeram as suas lives para entreter o público que se enclausura em suas casas em meio à pandemia. Tocando juntos num mesmo ambiente ou então com cada integrante tocando em seu domicílio, para depois sincronizar tudo para ir ao ar de uma forma organizada, as bandas se viram como podem usando sua criatividade e seus recursos, lançando mão de jogos de luzes, de efeitos de vídeo ou mesmo fazendo algo mais simplista e caseiro. o duo francês Dear Deer fez sua live de dentro de uma cozinha, por exemplo. Os cariocas do Última Dança fizeram num sofá mesmo, com violão e teclado portátil. São diferentes formas de angariar a atenção do ouvinte em meio ao concorrido e sempre lotado palco da internet.
Uma iniciativa do tipo vem chamando a atenção. O Gothicat, loja virtual que vende produtos do universo gótico customizados com imagens de gatos, produziu e pôs no ar o Gothicat Festival, evento on-line cujo objetivo foi apresentar vídeos nunca divulgados antes por bandas do cenário Pós-Punk, Gothic Rock, Darkwave e vertentes, com apresentação de André Savetier, vocalista das bandas Deus Faust e Tenebris Obortis e responsável pelo canal The Wave Of Things. Não só com a intenção de apresentar vídeos, como descrito, o Gothicat Festival também apela para o lado social, já que, durante as transmissões, os espectadores podem fazer doações online para instituições de saúde que prestam serviços de combate ao Covid-19.
A primeira edição, que foi transmitida no último dia 12 de abril, contou com colaborações de importantes nomes como Clan Of Xymox (com um raro vídeo de uma apresentação de 1982), Lebanon Hanover, She Past Away, Minuit Machine, Molchat Doma e várias outras bandas. A aceitação foi tamanha que foi mister uma segunda edição, desta vez com a curadoria sendo feita pelos próprios fãs através de uma enquete. Outras bandas indicadas pelos fãs através desta mesma enquete comporão a terceira edição do Gothicat Festival, que irá ao ar no próximo dia 23 de maio e que contará com a participação dos cearenses do Plastique Noir, além de outros nomes importantes como Nosferatu, Merciful Nuns, Bleib Modern, Iamtheshadow, O Children e et cetera.
A iniciativa vem gerando ecos. Tanto é que um novo projeto do tipo será colocado em prática a partir do próximo dia 22 de maio, sexta-feira, bem no Dia Mundial da Cultura Gótica. Será a primeira edição do Festival Under Latinoamericano, que está sendo organizado pela produtora peruana Tumbas Eternas Producciones. Como o nome do festival delata, o mesmo será composto somente por bandas de países latino-americanos. Nesta primeira edição, um total de 26 bandas do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru, Costa Rica, Venezuela, Equador e Uruguai estão escaladas. Representando o nosso país estarão Plastique Noir, Ego Eris, Herzegovina e Jenni Sex. Dos outros países, alguns dos nomes confirmados são Los Malkavian, Gorgonas, Delirium Mask e El Ansia.
O Darkitalia, produtora de shows e webzine, também está organizando uma live nos mesmos moldes para o próximo dia 23. Será o World Gothic Day #FEST, que contará com colaborações de Clan Of Xymox, Molchat Doma, Iamtheshadow, Bedless Bones, Hapax, Sonsombre e outras bandas, totalizando um número de 32 grupos participantes. É tanta live que dá até para escolher!
E os DJ's? Sim, eles também estão se adaptando aos tempos pandêmicos. Suas pick-ups com vinis ou com aparelhagens mais modernas estão ainda a serviço de seus pilotos e dos fãs de discoteca. No Brasil, alguns DJ's como Zauber (Madame, Via Underground) e Marcelo Kpta (Das Projekt), dentre outros, vem lançando esporadicamente playlists "da quarentena" através do YouTube e do Soundcloud. O próprio Madame, tendo em vista o fechamento da casa por conta da pandemia, vem fazendo toda noite, a partir de 19:00 até as 5:00 do dia seguinte, lives com a presença ubíqua dos DJ's Gê Rodrigues e Ricardo Escudeiro, além de alguns convidados esporádicos, como modo de levar na medida do possível a essência da casa para as residências dos fãs.
Tais entretenimentos são essenciais em tempos que não podemos sair de casa para aproveitar a cultura nos lugares onde ela transmite o melhor de suas sensações. E, talvez, as lives rejam um paradigma que será seguido daqui em diante mesmo após a pandemia em uma nova forma que os artistas têm de se conectar com seus fãs neste moderno, maquinado e globalizado mundo. Entretanto, o que mais queremos de verdade é poder sair de casa e ver nossas bandas preferidas ao vivo, apoiar nossos artistas in loco e nos animarmos ao som dos DJ's que sempre discotecam aquelas nossas músicas preferidas. As lives, não obstante serem ideias criativas e que nos saciam bem neste período, jamais passarão o mesmo sentimento e sinergia que nos impacta nas apresentações ao vivo, onde podemos não somente ver os artistas se expressando ao vivo, como também temos a oportunidade de estarmos perto das pessoas que nos fazem bem.
Este é um período de sacrifício. O novo coronavírus é inclemente e espalhou sua chaga virulenta por toda a Terra (menos no Turcomenistão). Nossa única forma de combater seu contágio selvagem é nos resguardarmos em casa na medida do possível e seguir as recomendações das autoridades científicas e sanitárias. Enquanto líderes estúpidos e ineptos tentam a todo custo desacreditar a ciência em prol de ver em prática teorias conspiratórias ao mesmo tempo em que milhões de seguidores cegos ruminam e mugem ante qualquer atitude nojenta de seus líderes, devemos ser o lado consciente deste período de trevas e de incertezas. Cuidemo-nos. Assim, o quanto antes for possível, poderemos voltar a nossa vida normal. Nem que seja ao "novo normal" que especialistas vem falando em suas colunas, blogs e entrevistas. Espero otimista que seja um "novo normal" com saúde, esperança e cultura, tão legal quanto o antigo normal.
Provavelmente você já deve ter dançado ao som de Tansevat,
do Molchat Doma. Vou mais além: você já deve conhecer várias músicas do
trio Pós-Punk da Bielorrússia. Se você não atende a nenhuma das duas afirmações
anteriores, você está perdendo tempo.
O Pós-Punk do lado de lá da Europa tem uma sonoridade
peculiar e facilmente reconhecível graças a simplicidade dos arranjos e o clima
nublado que elas criam que mais parecem versões musicais das imponentes
arquiteturas e construções soviéticas. Desde os pioneiros do Kino até
nomes atuais como Human Tetris, Ploho, Supernova 1006 e Buerak, o
Pós-Punk russo se mantém forte, coeso e relevante na atualidade.
Mas o Molchat Doma é um caso bastante peculiar e específico.
Primeiro que eles não são da Rússia. São de Belarus, nome oficial do país que
conhecemos como Bielorrússia. Belarus fica localizado a Oeste da Rússia e ao
Norte da Ucrânia e fazia parte até o começo dos anos 90 da União Soviética. O
segundo ponto advém de sua sonoridade. Resguardando as tradições do Pós-Punk de
seu país vizinho, o Molchat Doma consegue elaborar uma identidade musical para
si próprio mesclando elementos de Coldwave e Synthpop. Terceiro, e não menos
importante, o grupo trabalha muito bem a parte visual, que inclui logos, capas
de álbuns e figurinos dos integrantes. Não vai dizer que não reconhece aquela roupa
social preta fechada até o pescoço e aquele bigode do vocalista Egor Shkutko?
Roman Komogortsev, Egor Shkutko e Pavel Kozlov.
Voltemos um pouco no tempo, mais precisamente até 2010. Naquele
ano, dois estudantes de uma escola técnica em Minsk, capital de Belarus, se
conheceram e um descobriu que o outro tocava instrumentos musicais. Estes eram Egor
Shkutko e Roman Komogortsev. Todavia, não era só o fato de ambos
serem músicos que os aproximou. Egor e Roman eram fãs de Depeche Mode e também
partilhavam um carinho por Red Hot Chili Peppers. Os gostos musicais parecidos
fizeram com que os dois começassem a tocar juntos na soturna, cinzenta, imponente
e soviética Minsk.
Ambos tocavam juntos vários estilos diferentes, que iam de
vertentes eletrônicas até Funk e passando até mesmo por Trip Hop. Em 2014 eles
se encontravam juntos na banda Net Kadrov, onde Roman era guitarrista e
tecladista e Egor era baixista. Foi durante a existência do Ned Kadrov que algumas
composições hoje tocadas pelo Molchat Doma surgiram, como Ya Ne Komunist,
Tishina I Priatki e Tecnologia. O vocalista do Net Kadrov
resolveu deixar o grupo após divergências musicais com Egor e Roman, o que
abriu caminho para que os dois seguissem com a banda de acordo com seus próprios
objetivos e ideais.
A primeira iniciativa foi mudar o nome da banda. De Net
Kadrov, o grupo passou a se chamar Molchat Doma, que significa “casas silenciosas”.
Ao invés de procurarem por um novo cantor, Egor resolveu largar o contrabaixo
para assumir o posto de vocalista. A busca por um baixista foi difícil, já que
vários músicos foram recrutados, mas todos eles abandonavam o projeto em pouco
tempo. Quando a dupla de amigos já estava desanimada ao ponto de encerrar de
vez o projeto, eis que Pavel Kozlov entra em contato se mostrando altamente
interessado na vaga. A salvação chegou e o Molchat Doma enfim toma o formato que
conhecemos hoje em 2017.
Em meio a tantos estilos musicais que a dupla Egor/Roman já
haviam testado, o Pós-Punk vingou como sonoridade definitiva do Molchat Doma.
Já foi citado neste texto que ambos eram fãs de Depeche Mode, mas Roman, principal
arranjador do grupo, também cultivava um forte apreço pelo Kino, um dos
principais nomes do Rock russo de todos os tempos e que praticava um Pós-Punk
frio e introspectivo.
O trio produziu e lançou de forma independente seu álbum de
estreia, S’Krish Nashik Domov (Dos Telhados de Nossas Casas) ainda em
2017, com nove faixas que traziam um som empoeirado, abafado, com
sintetizadores que remetiam a época de ouro do Synthpop e do New Wave,
guitarras com melodias frias cobertas de reverb, baixo hipnotizante e vocais
soturnos que pareciam ter sido gravados do fundo de um porão de algum prédio
setentista de Minsk. Um som realmente dançante e sombrio ao mesmo tempo,
sovieticamente arquitetado. O álbum chamou a atenção de Davide, o responsável
pela gravadora alemã Detriti Records. Davide entrou em contato com o
Molchat Doma através do Soundcloud, oferecendo a oportunidade de lançar S’Krish
Nashik Domov em formato de fita cassete. A oferta foi aceita pela banda e o
lançamento rapidamente se esgotou.
Mais uma oferta foi feita pelo italiano radicado na Alemanha,
Davide. Lançar o segundo álbum do Molchat Doma em vinil. Desta vez o trio
bielorrusso ficou apreensivo, pois eles nem sequer sabiam se teriam condições
de registrar um segundo álbum. Apesar da incerteza, o grupo se manteve
confiante e resolveu aceitar a oferta da gravadora alemã, o que possibilitou a
gravação de Etazhi (Pisos), lançado em 2018.
Apesar de serem músicos talentosos e criativos e de terem
uma imagem bastante chamativa, tudo isto não bastou ainda para que o Molchat
Doma se lançasse aos píncaros da glória. Um pouco de sorte também se fez
essencial para que os garotos de Belarus se tornassem a nova sensação do Pós-Punk.
Os vídeos com as canções do grupo começaram a se tornar bastante divulgados e
assistidos no YouTube. Foi através deste forte engajamento na internet que o
Molchat Doma chamou a atenção dos americanos do Drab Majesty, que
alimentou a vontade de tocar na Europa junto aos bielorrussos. O Drab Majesty tratou
de entrar em contato com seu agente de shows na Europa para falar sobre o
Molchat Doma e sobre a possibilidade de a agência também apoiá-los. O agente
foi até Berlim testemunhar pessoalmente uma apresentação do Molchat Doma, desta
feita no festival Pop-Kultur de 2019. Ao chegar lá, o que o agente presenciou
foi um trio formado por um vocalista bigodudo e altamente empolgado com danças
estranhas, um guitarrista que verdadeiramente se inebriava viajando em seus próprios
solos e um baixista que mais se parecia um músico escandinavo de Heavy Metal,
mas que dançava animadamente ao ritmo sincopado de seu baixo. Este trio tocava suas
ótimas composições de forma coesa e segura, conquistando assim todo aquele público
que, junto ao agente, testemunhavam aquele concerto. Depois foi só questão de
tempo para que o agente e os garotos de Belarus assinassem uma parceria que
permitiu ao trio rodar toda a Europa e até mesmo os Estados Unidos desde então.
Lembra da apreensão pela qual a banda passou antes de gravar
seu segundo álbum, Etazhi? Pois bem. Etazhi já foi vorazmente
devorado das lojas físicas cinco vezes. Atualmente o trabalho já está em sua
sexta prensagem, a qual provavelmente terá o mesmo destino das cinco
anteriores. Etazhi traz ainda a mesma essência fria e dançante do debut,
porém com uma melhor produção e qualidade de som graças ao aporte da gravadora
Detriti.
Não nos esqueçamos que o Molchat Doma é de Belarus, país
governado com mãos-de-ferro por Alexander Lukashenko (sim, o mesmo que disse
que o Coronavirus pode ser tratado com vodka e saunas) em mandatos consecutivos
desde 1994 e que faz questão de resguardar tradições soviéticas até hoje. Se
essas tradições se restringissem a pesada arquitetura, tudo bem. Contudo, tais
costumes vão desde práticas econômicas até repressão e censura. Para alguma
banda local poder tocar ao vivo no país, é necessário requisitar uma prévia
autorização ao regime local, que verificará o histórico, as letras e até a
imagem do grupo. Caso a autorização seja negada, representantes do regime
bielorrusso vão até o local onde a apresentação aconteceria para verificar se
realmente o show não ocorreu. O Molchat Doma já experimentou essa censura
algumas vezes, muito embora eles afirmem que pouco se preocupam com política e que
suas letras quase não abordam o assunto. Todavia, o Molchat Doma é presença
frequente na emissora local de TV Belsat, que se intitula independente e
com a missão de enaltecer a cultura bielorrussa, bem como em rádios.
O reconhecimento que falta em Belarus vem sendo ricamente
recompensado fora de lá, em toda a Europa e em todo o mundo. O Molchat Doma é atualmente
uma das principais representantes do estilo e muito deste sucesso se deve a sua
personalidade, sua empolgante, fria e única sonoridade, trabalho duro, imagem
reconhecível e, não faz mal reconhecer, uma pitada de sorte. Ora com guitarras
e com baixo na direção do Coldwave, ora nos sintetizadores que os conduzem ao
Synthpop/New Wave, o Molchat Doma se sai bastante competente em cada direção que
resolve adotar, sempre guiados pela bateria eletrônica de timbres nostálgicos e
simples. Não obstante a salada de influências, o grupo cria uma música
consistente, homogênea e empolgante. Mais que isso, o Molchat Doma é
responsável por uma atmosfera mágica e inebriante que, mesmo tendo uma coloração
cinzenta e triste tal qual os prédios de Minsk, empolga e faz alegrar qualquer fã
e ouvinte.
Ligue seu som e não permita que sua casa fique silenciosa
ante ao poder frio do Molchat Doma.
São notórios os fortes impactos causados pela pandemia de
Covid-19, doença causada pelo novo Coronavirus, em várias áreas e instâncias da
sociedade no mundo inteiro. Enquanto não existe vacina para a doença, a única
forma que temos para nos protegermos e evitarmos que o vírus se espalhe cada
vez mais é mantendo e respeitando o isolamento social, tendo em vista o quão
rápido e simples é contágio pelo vírus quando duas pessoas simplesmente se
aproximam.
Como consequência, trazendo para o lado que nos interessa,
que é a música, shows, eventos e festivais musicais têm sido cancelados ou
adiados para datas nas quais se presume que a crise já esteja controlada. Aqui
no Brasil, dois festivais importantes da cultura gótica tiveram suas edições de
2020 adiadas para o ano que vem.
A primeira foi o tradicional Woodgothic Festival, realizado
sempre na cidade mineira de São Thomé das Letras. Sua sétima edição, que seria
realizado dos dias 11 ao dia 13 de junho, foi adiada para 2021, mais precisamente
para os dias 03, 04 e 05 do mesmo mês. O line-up, que inclui a banda britânica Attrition,
a chilena Diavol Strâin e grupos brasileiros como Das Projekt, Inês
É Morta e Escarlatina Obsessiva, dentre vários outros nomes, permanece
todo mantido, assim como a escalação de DJ’s. Com o adiamento, outros nomes
podem ser anunciados pela organização do Woodgothic para se apresentarem em
2021 junto às bandas já asseguradas.
“Devido às restrições causadas pela crise do coronavírus
e consequente recessão econômica que se seguirá, a data do Festival Woodgothic
2020 será alterada para os dias 3, 4 e 5 de Junho de 2021, feriado de Corpus
Christi.
Todas as bandas e Djs seguem conosco no line up. Os
trabalhos do Festival seguem normalmente, com divulgação, venda de Ingressos,
Passagens para a Excursão Oficial SP, reservas de Hospedagens na
Pousada/Camping das Magas e demais itens no site oficial do Festival
( www.festivalwoodgothic.com ), e pedimos o apoio do
público para que MANTENHA SUAS RESERVAS, visto que o Festival ocorrerá
normalmente, e só teve sua data alterada devido às circunstâncias excepcionais:
a única alteração foi a data, e todas as reservas na Pousada/Camping Oficial,
Ingressos, Passagens da Excursão Oficial e outros itens CONTINUAM ATIVOS PARA A
NOVA DATA!!!”
Outro importante evento que precisou ser adiado por causa da pandemia de Covid-19 foi o Deepland Festival, cuja quarta edição aconteceria em
São Paulo no dia 26 de setembro próximo. O mesmo foi adiado para 2021, desta vez
para o dia 23 de janeiro. Da mesma forma que o Woodgothic, o Deepland Festival manterá
o line-up original de DJ’s e bandas, que incluem os alemães do Aeon Sable,
os mexicanos do Capitals, os colombianos do Los Malkavian e os
brasileiros Ego Eris e Electro Bromance. Sobre o adiamento, a
produção do Deepland Festival divulgou um comunicado no último dia 06 de abril:
“Nós da produção, em consulta conjunta com todas as
bandas do festival que envolve 4 países (Brasil, Alemanha, México e Colômbia)
tínhamos tomado essa decisão dia 22 do mês passado [março] e todos foram
unânimes, mas decidimos publicar hoje pois não somente nós como o clube
tínhamos uma perspectiva de realizar a edição mesmo após esse caos passar, que
na verdade nem sabemos ao certo quando isso vai ocorrer.
A data do dia 26 de setembro foi adiada para 23 de
janeiro de 2021 (também em um sábado), para que possamos iniciar o ano com
muita alegria e atravessar esse impacto econômico que todos nós brasileiros,
certamente vai nos afetar por alguns meses, mesmo pós pandemia seguida de uma
recessão.
Essa decisão de prorrogar a data por mais 4 meses, é
justamente para ajudá-lo financeiramente a se recompor e programar melhor a sua
participação no festival, assim como nós da produtora que sempre se programa 1
ano antes para cumprir com o calendário, atrações. Não poderíamos cruzar os
braços, sabendo que nosso evento reúne pessoas não somente de São Paulo, mas de
todo o Brasil.”
Assim como o Woodgothic, o Deepland Festival resguardará as garantias de quem já havia adquirido seus ingressos.
Sabemos que todas as medidas de contenção social impostas
atualmente irão trazer consequências indesejadas após o controle da crise de
Covid-19. Todavia, o isolamento é o único meio de que dispomos para que o vírus
não se espalhe tanto quanto pode e, assim, protejamos as nossas vidas e as
vidas de quem cuidamos. Que nos resguardemos neste período tão sombrio, incerto
e funesto, respeitando as orientações respaldadas pelas autoridades sanitárias. Cuide também de sua saúde mental, fazendo em casa aquilo que estiver ao seu alcance se sentir bem, como ler, assistir suas séries e ouvir suas bandas preferidas. Vários representantes do cenário gótico/underground estão fazendo lives pela internet para oferecer uma forma alternativa de contato com os seus fãs, tanto bandas como DJ's. Os acompanhe e os apoie. Sobre os DJ's, vários deles têm montado sets especiais para curtimos nesta quarentena. O blog THE ATMOSPHERE... está compartilhando alguns deles em sua página oficial do Facebook.
Cuidem-se. Assim, estaremos novamente daqui a um tempo com saúde e prontos para
festejar em nossos tão amados e respeitados festivais.
Os paraibanos do Mãos Fúnebres estão preparando o
lançamento do seu terceiro trabalho, ainda sem título divulgado. Este novo
lançamento sucederá a demo de estreia Segredos Nervosos (2018) e o EP Dias
de Horror (2019).
Atualmente formada por Fabiano Quaresma (vocais, violão),
Low Rhan (guitarras) e Walber Wander (contrabaixo, programações),
o Mãos Fúnebres havia lançado há alguns dias a primeira prévia de seu novo
trabalho, o single Vermelho Coral. Agora, o trio lança o segundo single,
Lamentos, executando o Pós-Punk seco e sombrio que, descolorido com a cor cinza do Darkwave, são as
características principais do grupo de Campina Grande. Linhas de guitarras
simples, mas marcantes, caminham com paciência conduzidas por um ritmo seco de
contrabaixo e programação de cheiro retrô. Tudo isso embelezado por vocais que
fogem do trivial, tendo em vista a aposta em linhas barítonas.
Confira no player abaixo o single Lamentos. Aproveite
e ouça também, se já não o tiver feito, o primeiro single, Vermelho Coral.
O Lebanon Hanover está de volta. Desde seu último
lançamento, Let There Be Alien (2018), o duo formado por Willian Maybelline
(vocais, baixo, programação, QUAL) e Larissa Whiteglass (vocais,
guitarras, programação) sacramentou-se como um dos principais representantes do
Pós-Punk/Darkwave da última década. Agora, o Lebanon Hanover apresenta a primeira
novidade de 2020, o single The Last Thing.
Hoje foi liberado nos canais oficiais do Lebanon Hanover o
clipe oficial do single, o qual você pode conferir no player ao final desta matéria.
O que se ouve em The Last Thing é o duo em sua mais pura essência
musical com ritmo animado, mas com melodias e arranjos soturnos. Todavia, a
nova parceria com Doruk Ozturkcan (She Past Away), que mixou e
masterizou o single, elevou mais ainda a qualidade sonora do Lebanon Hanover,
deixando mais evidente e sobressaltada a atmosfera única criada pela banda.
Ponto também para Larissa, que entrega nessa música uma performance vocal
inspirada, uma das melhores de sua carreira.
O clipe mostra os dois tocando em meio a uma metrópole seca
e cinza durante o dia, perto de um container de lixo, com Larissa a se empolgar
com sua guitarra Telecaster e William Maybelline fazendo o que sabe de melhor,
dançar. Nada mais diferente do que se nos acostumamos a assistir das produções
de Larissa, que também atua como editora cinematográfica do duo.
Esta nova música é uma amostra do que o Lebanon Hanover
ainda está preparando para o segundo semestre de 2020, período para o qual foi
prometido o lançamento do sétimo álbum de estúdio. O single The Last Thing,
que também conta com outra nova música, Shatter Matter, será lançado
oficialmente no dia 30 de maio, mas já pode ser pedido através do site da gravadora
Fabrika Records, em edição limitada de 1000 cópias. A arte da capa, que você também confere mais abaixo, foi elaborada pela artista Polar Noire.
Está marcado para o dia 26 de setembro, um sábado, a
esperada quarta edição do Deepland Festival, um dos principais eventos e encontros de música gótica do país, realizado pela Deepland Records. A edição deste ano
reunirá cinco grupos internacionais e nacionais que trarão consigo uma enorme
variedade de estilos de dentro do universo gótico/alternativo.
Uma das principais atrações do Deepland Festival IV serão os
alemães do Aeon Sable. Um dos nomes mais reconhecidos do Gothic Rock
atualmente, o grupo liderado pelo vocalista Nino Sable e pelo guitarrista
Din-Tah Aeon já tem em seu currículo passagens pelo Wave Gothik Treffen e Castle
Party e uma discografia de seis álbuns de estúdio. O som do Aeon Sable é
característico por trazer diversas influências que vão do esoterismo até o
Black Metal.
Do México virá a banda de Pós-Punk Capitals. O duo formado
por Jonathan Salazar e por Ivan Herrera traz um som empolgante e animado que
mostra influências de She Wants Revenge, Human Tetris e She Past Away. Recentemente
em 2019 o Capitals lançou o seu primeiro full-lenght, Año Once.
Outra atração internacional são os nossos vizinhos
colombianos do Los Malkavian. Mais um representante do Pós-Punk, o som do grupo
traz uma sonoridade mais distorcida e frenética, como ensinaram alguns dos
pioneiros do estilo como Bauhaus e Killing Joke, e também elementos de Shoegaze.
A banda formada por Alex Pela (vocais, bateria), Carolina Castaño (vocais,
guitarras), Jean Pierre Guarin (contrabaixo) e Mario López (guitarras) foi
fundada em 2013 na cidade de Medelin e tem em sua discografia o álbum Letargo,
de 2018.
De Recife estará presente a banda Ego Eris. Uma dos nomes
mais reconhecidos do Pós-Punk/Darkwave nacional, o grupo pernambucano estreou
em 2018 com o álbum Memento Mori, que foi sucesso de pedidos para o mercado
especializado estrangeiro segundo a gravadora Deepland Records, e já conta inclusive
com experiência internacional graças a participações no festival Tumbas
Eternas, no Peru, e no próprio Deepland Festival, no qual eles repetirão a
dose. O Ego Eris é formado por Marc Nero (guitarras, programação), Breno Romero
(vocais, programação) e Astroblack (contrabaixo, sintetizadores, programação).
Fechando o line-up do Deepland Festival IV estão os
paraibanos do Electro Bromance. O duo formado por Wilame AC (vocais, sintetizadores,
programação) e por Hansen Pessoa (guitarras, sintetizadores, programação, vocais)
vem de João Pessoa praticando um Synthpop com elementos de Future e Darkwave
bastante empolgante e que funciona perfeitamente ao vivo. O Electro Bromance
foi formado em 2015, mas já conta em seu currículo parcerias com nomes reconhecidos
nomes internacionais como os italianos do Ash Code, os canadenses do Decoded
Feedback e os mexicanos do Infected Sound System. O mais recente lançamento do
duo paraibano foi o álbum We Are Like A Time Bomb (2017, Deepland Records), que promete ser
sucedido ainda em 2020 por um segundo full-lenght, do qual já foi
disponibilizado o single Breaking Chains.
Além destas cinco bandas, estarão animando o público que
comparecer ao Deepland Festival IV os DJ’s Carlinhos, Xymox, Bat, Nanda McCoy e
Ricardo Wolff. O Deepland Festival IV acontecerá no Fofinho Rock Club, na avenida
Celso Garcia, próximo ao metrô Belém. Os ingressos do primeiro lote ainda estão
sendo vendidos e custam 170 reais.
SERVIÇO
DEEPLAND FESTIVAL IV
Bandas: Aeon Sable (Ale), Capitals (Mex), Los Malkavian
(Col), Ego Eris (Bra), Electro Bromance (Bra)
DJ’s: Carlinhos, Xymox, Bat, Nanda McCoy e Ricardo Wolff
Data: 26 de setembro (sábado)
Horário: 22:00
Local: Fofinho Rock Club. Avenida Celso Garcia, 2728 (próximo ao metrô Belém),
São Paulo/SP
Ingressos: R$170,00 (primeiro lote), R$200,00 (segundo lote), R$240,00
(terceiro lote)
Venda on-line: Kingdom Rock Store, Wave Records
Venda física: Fake No More, Reversa e Fofinho Rock Club (venda física apenas para
pagamentos em dinheiro)
Link do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/569229240522339/
Realização: Deepland Records
Os italianos do Hapax lançaram em 2019 seu terceiro álbum de
estúdio, Monade, pela gravadora Swiss Dark Nights, que foi considerado pela
imprensa especializada com um dos melhores lançamentos do ano passado. Hoje a
banda lançou oficialmente o videoclipe de uma das faixas de Monade, Elegy.
Segundo comunicado feito pela banda em suas redes sociais, Elegy
é um lamento por tudo aquilo que não pode ser expresso por palavras. Pelo
espaço entre a Palavra, que concede a mais alta e verdadeira forma de existência
do Pensamento, e a real habilidade de se comunicar.
Confira através do player abaixo o clipe de Elegy. Hapax é
formado por Michele Mozzillo (vocais, contrabaixo, sintetizadores, letras),
Diego Cardone (guitarras, contrabaixo, sintetizadores, programação), Fabio
Malfi (bateria) e Alessandra Policella (letras).
A banda cearense de Pós-Punk Anum Preto lançou
recentemente o clipe oficial da faixa-título de seu debut, Inferno Interno.
O trio formado por Aerson Moreira (vocais, teclados,
programação), Ricardo César (contrabaixo) e Rafael Biersack
(guitarras) surgiu ano passado na cidade de Fortaleza e tão logo já apresentou
o seu trabalho de estreia, com um Pós-Punk que remete aos primórdios do estilo.
Inferno Interno tem 10 faixas inéditas e está disponível para audição em
várias plataformas digitais, bem como em formato físico.
Confira no player abaixo o videoclipe de Inferno Interno:
O Krampus é um ser que, segundo as mitologias pagãs
europeias, perseguia e punia as crianças mal comportadas durante o período que
hoje conhecemos como Natal. Com o sincretismo religioso adotado pelo Cristianismo
europeu, tornou-se uma tradição dizer que o Krampus acompanha São Nicolau (o
Papai Noel) no mês de dezembro. É inspirado nesta figura mitológica que a Underdark
Produções realiza seu último evento gótico de 2019 em Fortaleza, o Festim
dos Krampus.
O Festim acontecerá em uma sexta-feira 13 de Lua Cheia,
ocasião propícia para que o Krampus surja para punir aqueles que foram maldosos
ao longo do ano que se encerra. Mas o Festim dos Krampus, na verdade, promete
muita satisfação a todos que comparecerem à Casa Pagu, local que
abrigará o evento, na próxima sexta-feira 13 as 20:00. As atrações musicais
ficarão por conta do Maldigo. (Gothic Rock), com sua já conhecida atmosfera
médio-oriental, e de duas novas bandas, L0st (Minimal Pós-Punk) e Anum
Preto (Pós-Punk), que farão suas estreias ao vivo. Inclusive, o Anum Preto
lançou recentemente seu primeiro trabalho de estúdio, Inferno Interno, disponível
para audição no YouTube.
Além das atrações de bandas, o Festim dos Krampus terá sua
trilha sonora animada pelos DJ’s Lugosi Noir, Enceladus e Caligari.
Haverá também feira com lojas parceiras, sorteio de brindes, distribuição de
zines e o lançamento da edição de nº 3 da revista Ossuário, a publicação
oficial da Underdark Produções.
A Casa Pagu fica localizada na Avenida da Universidade,
2322, no bairro Benfica. Os ingressos custam 15 reais se comprados
antecipadamente na Planet CD’s e no Covil Rock Bar. O ingresso na entrada do
evento custará 20 reais.
SERVIÇO – FESTIM DOS KRAMPUS
Bandas: Maldigo., L0st, Anum Preto DJ’s: Lugosi Noir, Enceladus, Caligari Data: 13 de dezembro (sexta-feira) Horário: 20:00 Local: Casa Pagu. Avenida da Universidade, 2322, Benfica, Fortaleza. Ingressos: R$15,00 (antecipado), R$20,00 (portaria). Pontos de venda: Planet CD’s e Covil Rock Bar. Link do evento no Facebook:https://www.facebook.com/events/513043139284139/
Foi lançado hoje, 04 de novembro, o novo single da banda
brasiliense Signo 13, Abismo Céu. Como divulgado anteriormente aqui neste blog,
Abismo Céu é o terceiro single do álbum Serpentário, que será lançado somente
em outubro do ano que vem.
Explica-se esse intervalo todo: a banda formada por Felipe
Rodrigues (vocais, guitarras, contrabaixo, teclados) e Rubens Cardoso (bateria,
percussão) está lançado uma música de Serpentário por mês, começando em setembro
deste ano e terminando em outubro de 2020. Serpentário, ou Ofiúco, é conhecido
como a décima-terceira constelação do Zodíaco, mas ele não é considerado um
signo astrológico pois este é dividido no céu em trechos de 30° cada um, o que
totaliza 360° por conta dos 12 signos. Por outro lado, as constelações não
seguem uma divisão exata no céu. O fato de o zodíaco possuir 13 constelações é
representado no álbum Serpentário por suas treze faixas, bem como no próprio
nome da banda.
Cada single de Serpentário lançado possui uma arte de capa
própria. A capa de Abismo Céu, a qual você pode conferir no cabeçalho desta nota, foi elaborada pelo renomado e polêmico artista brasileiro
radicado em Nova York Fernando Capaneda. Confira abaixo o single Abismo Céu.
O Signo 13 pratica um pós-punk que carrega consigo
influências de Ska, Punk Rock, Gothic Rock e até de Surf Music. Formado no ano
de 2011, o grupo já possui em sua discografia os EP’s El Verdugo Y La Vendetta
(2012), Espectros de Ferro (2013) e Fata Morgana (2015). Além de Abismo Céu, já
foram lançados mais dois singles de Serpentário: Sonhos Acordados e Casa dos
Espelhos – ou Lágrimas na Chuva.
Está agendado para o próximo dia 04 de novembro o lançamento
do novo single da banda brasiliense de Pós-Punk Signo 13, Abismo Céu.
Este single será a terceira música disponibilizada do álbum
de estreia do grupo, Serpentário. As duas primeiras foram Sonhos Acordados (setembro) e Casa dos Espelhos – ou, Lágrimas na Chuva (outubro). A ideia da banda formada por Felipe Rodrigues
(vocais, guitarras, contrabaixo, teclados, queixada) e Rubens Cardoso (bateria,
percussão) é lançar um single a cada mês, desde setembro de 2019 até outubro de
2020, quando o álbum será finalmente revelado em toda a sua plenitude. Abismo
Céu será lançado tanto nos canais oficiais do Signo 13 quanto em duas
coletâneas: Antes De Falar Mais Uma Palavra Sobre Justiça, Por Favor Coma Merda,
organizada pelo zine pernambucano Velho Rabugento, e Chinelos e Coturnos Vol.
2, pelo selo Motim Underground, de Cuiabá.
O Signo 13 pratica um Pós-Punk que mescla em sua
sonoridade elementos de Dub, Punk, Gothic Rock e Surf Music. Confira no player
abaixo um teaser de Abismo Céu, bem como os dois primeiros singles já divulgados, Sonhos Acordados e Casa dos Espelhos – ou, Lágrimas na Chuva.
A banda cearense Dark Hertz Transmission divulgou hoje em
seus canais oficiais seu primeiro single, Carmilla. Confira a nova música dos
cearenses no player abaixo:
Carmilla é a primeira música autoral disponibilizada pelo
Dark Hertz Transmission. O grupo formado atualmente por Léo de Oliveira
(vocais), Erik Castro (sintetizadores) e Caio Mota (contrabaixo) foi fundado em
2017 como um grupo-tributo ao Depeche Mode. Com o passar do tempo o grupo foi
agregando outras homenagens ao seu set-list ao vivo, mas sempre deixando claro
que o direcionamento que a banda tomaria seria o autoral. O som do Dark Hertz
Transmission reúne elementos que vão do Pós-Punk ao Synthpop, do sombrio ao
dançante.
A estreia ao vivo de Carmilla, bem como de outras novas composições do Dark Hertz Transmission
se dará no Gotham, o maior evento de cultura gótica de Fortaleza, que
acontecerá no dia 19 de outubro. Na ocasião, o Dark Hertz Transmission dividirá o palco do
Havana 1884 com o Plastique Noir, o Projeto Maldigo. e os paraibanos do Electro
Bromance.
Duas das principais bandas de Gothic Rock do país se uniram em
um projeto que promete agradar a todos os fãs das bandas e do estilo no país e
fora dele. Será lançado no próximo dia 21 de novembro o álbum As Above, So
Below, no qual as bandas Das Projekt e Plastique Noir participam uma tocando as músicas da outra. O
lançamento será feito através do selo Deepland Records.
Os cearenses do Plastique Noir homenagearam o Das Projekt
gravando as músicas Arabian Beauties, The Broken Altar, Christine, Dream Never Ends,
Warrior e Ann In The Dark Room. Já os veteranos paulistas retribuíram a
homenagem ao cearenses com o registro de Fugitive Dawn, Shadowrun, Rose Of Flesh
And Blood, Houdini, Those Who Walk By The Night e Empty Streets. Jean Rié
(ex-Scarlet Leaves) foi o responsável pal mixagem das faixas gravadas pelo
Plastique Noir, enquanto Gê Lucas, guitarrista do Das Projekt, ficou
responsável pela mixagem das músicas gravadas por sua banda e também da masterização
do split por completo.
As Above, So Below já está disponível para pré-venda através
do site www.kingdomrockstore.com.
Para pedidos internacionais, o mesmo deve ser feito pelo e-mail da Deepland
Records (info.deepland.records@gmail.com). Caso você esteja interessado em adquirir uma cópia de As Above, So Below, é melhor ser rápido, pois o split será lançado em uma única edição limitada a 300 cópias.
Confira no player abaixo um teaser com trechos de cada música do álbum. Recentemente ambas as bandas tocaram juntas no Deepland Festival em São Paulo.