Os paraibanos do Mãos Fúnebres estão preparando o
lançamento do seu terceiro trabalho, ainda sem título divulgado. Este novo
lançamento sucederá a demo de estreia Segredos Nervosos (2018) e o EP Dias
de Horror (2019).
Atualmente formada por Fabiano Quaresma (vocais, violão),
Low Rhan (guitarras) e Walber Wander (contrabaixo, programações),
o Mãos Fúnebres havia lançado há alguns dias a primeira prévia de seu novo
trabalho, o single Vermelho Coral. Agora, o trio lança o segundo single,
Lamentos, executando o Pós-Punk seco e sombrio que, descolorido com a cor cinza do Darkwave, são as
características principais do grupo de Campina Grande. Linhas de guitarras
simples, mas marcantes, caminham com paciência conduzidas por um ritmo seco de
contrabaixo e programação de cheiro retrô. Tudo isso embelezado por vocais que
fogem do trivial, tendo em vista a aposta em linhas barítonas.
Confira no player abaixo o single Lamentos. Aproveite
e ouça também, se já não o tiver feito, o primeiro single, Vermelho Coral.
O Lebanon Hanover está de volta. Desde seu último
lançamento, Let There Be Alien (2018), o duo formado por Willian Maybelline
(vocais, baixo, programação, QUAL) e Larissa Whiteglass (vocais,
guitarras, programação) sacramentou-se como um dos principais representantes do
Pós-Punk/Darkwave da última década. Agora, o Lebanon Hanover apresenta a primeira
novidade de 2020, o single The Last Thing.
Hoje foi liberado nos canais oficiais do Lebanon Hanover o
clipe oficial do single, o qual você pode conferir no player ao final desta matéria.
O que se ouve em The Last Thing é o duo em sua mais pura essência
musical com ritmo animado, mas com melodias e arranjos soturnos. Todavia, a
nova parceria com Doruk Ozturkcan (She Past Away), que mixou e
masterizou o single, elevou mais ainda a qualidade sonora do Lebanon Hanover,
deixando mais evidente e sobressaltada a atmosfera única criada pela banda.
Ponto também para Larissa, que entrega nessa música uma performance vocal
inspirada, uma das melhores de sua carreira.
O clipe mostra os dois tocando em meio a uma metrópole seca
e cinza durante o dia, perto de um container de lixo, com Larissa a se empolgar
com sua guitarra Telecaster e William Maybelline fazendo o que sabe de melhor,
dançar. Nada mais diferente do que se nos acostumamos a assistir das produções
de Larissa, que também atua como editora cinematográfica do duo.
Esta nova música é uma amostra do que o Lebanon Hanover
ainda está preparando para o segundo semestre de 2020, período para o qual foi
prometido o lançamento do sétimo álbum de estúdio. O single The Last Thing,
que também conta com outra nova música, Shatter Matter, será lançado
oficialmente no dia 30 de maio, mas já pode ser pedido através do site da gravadora
Fabrika Records, em edição limitada de 1000 cópias. A arte da capa, que você também confere mais abaixo, foi elaborada pela artista Polar Noire.
Nas trilhas sonoras que acompanham nossa existência neste
mundo maldito e cada vez mais decadente, alguns álbuns se destacam por conquistar
um espaço especial em nossos corações, seja por um momento marcante em nossas
vidas, por sua qualidade musical ou pelos sentimentos que ele desperta em nossa
imaginação. Seja em qual dessas categorias ele se encaixe, muito provavelmente Violator,
do Depeche Mode, está presente nesta sua discoteca especial. Não há como
se manter passivo ante as composições deste trabalho, que representou o ápice
criativo e de ousadia do Depeche Mode naquela época e que completou nesta
semana que se finda três décadas de lançamento.
Lançado exatamente no ano em que se findou a era oitentista
e começou a década de 90, Violator une elementos do Synthpop
característico do quarteto a modas que viriam a fazer sucesso ao longo dos anos
90, provando que o Depeche Mode não somente alcançara um nível de maturidade
musical absurdo, como também eles se tornariam influência-mor no futuro para
diversos artistas de sucesso e se tornariam trilha sonora definitiva para uma
legião de fãs mundo afora. Nunca um álbum de Eletrônico com pitadas de Rock foi
tão bem criado e esmerado. O Rock não ousou invadir o espaço do Eletrônico. Alternativamente, os dois gêneros simplesmente juntaram o que tinham de melhor e criaram esta quimera musical. Ao
mesmo tempo em que as batidas e melodias eletrônicas se distinguem das
guitarras mais nervosas de Martin Gore (nervosismo essenotável em Personal Jesus e em Policy Of Truth), Violator se mostra
homogêneo, e no final pouca gente se importa com qual estilo musical este álbum
mais se encaixa. O que interessa e entrar e fazer parte de sua atmosfera única,
sensacional e inebriante.
O título em si pode querer dar a entender que o álbum é
violento, impiedoso e inclemente, como aquele que viola de maneira iníqua aquilo
que não deve ser violado. Todavia, o significado do título não passa de uma
piada, como garante o criador da obra, Martin Gore, em entrevistas dadas em
1990. Pelo contrário; ouvir Violator é confortante, é animador. Seu interlocutor,
o ouvinte, é levado a lugares - noturnos, diga-se de passagem – onde os
problemas do mundo são trancados do lado de fora. Dentro, emerge um universo paralelo
onde o fã é convidado a dançar e sentir seus prazeres mais íntimos de forma
despudorada. Na verdade, esse universo não é paralelo à realidade. Os criadores
deste universo, o Depeche Mode, funcionam como a interseção deste lugar imaginário
e o mundo real.
Sim, interprete “prazeres mais íntimos” da forma mais livre
(libertina?) que você quiser. Este é o convite feito pela música que abre o
trabalho, World In My Eyes. Seu ritmo dançante e a interpretação irrepreensível
de Dave Gahan faz surgir uma atmosfera atraente, onde a personagem seduz
seu par, convidando-a a sentir os mais primitivos prazeres carnais, não como
sugere erroneamente o título do álbum, mas comparando suas sensações a uma
viagem pelas mais diferentes paisagens e climas da Terra. Sweetest Perfection,
cantada por Martin Gore, é sombria, mas aconchegante, como se o sexo de World
In My Eyes fosse seguido por um momento de sossego, mansidão e prazer eternos.
Um momento de rebeldia é invocado em Personal Jesus. Mostrando
que limitações estilísticas não existiam mais para a banda, Martin Gore pegou
sua guitarra, distorceu levemente seu timbre e criou um riff Country/Rock, que se
fez acompanhar por um andamento groovado e empolgante, para liderar uma música
da banda que até outrora era genuinamente Synthpop. Sim, as guitarras já eram
usadas pelo músico em Music For The Masses (1987), mas não com tanta
pujança quanto a apresentada em Personal Jesus. Assim como pela primeira
vez uma bateria acústica foi adotada pela banda quando Alan Wilder
tocou-a na já citada Sweetest Perfection. É ou não é atuar como Jesus, lançando
mão de seus instintos pessoais? As coisas voltariam a ficar mais sombrias, mas
não menos inspiradas, em Halo, que traz novamente um convite de uma
pessoa ao seu par, todavia de um modo mais polido. Repare como a voz de Dave
Gahan está agora imponente, pouco lembrando as performances inocentes do menino
Gahan na época de Just Can’t Get Enough...
Um momento de introspecção enfim surge para acalmar os
ânimos ferozes das músicas e, neste momento, dos ouvintes, em Waiting For
The Night. Como a brisa do anoitecer de algum lugar alto e longe das metrópoles,
esta música afaga nossa mente transportando-a em uma nuvem de etereidade. Isso
tudo para que depois se possa aproveitar em toda a sua personalidade, o
silêncio.
Hora de acordar, mas mantenha-se em silêncio e o aproveite,
pois a próxima música é a imortal Enjoy The Silence. Um hit dançante,
grudento e com a eternizada guitarra cheia de chorus de Martin Gore a ecoar por
todo o seu comprimento. Concentre-se – lembre-se do silêncio – e repare em cada
elemento que compõe a música; cada efeito, cada string, o timbre da bateria
programada... tente até mesmo ouvir os dedos de Martin Gore deslizando pelas
cordas da guitarra. Você consegue mais: tente ouvir as trilhas tocadas pelo
nosso querido e fofo tecladista Andrew Fletcher. Repare como todos os
elementos, do mais presente ao mais discreto, passando pela intepretação certeira
de Dave Gahan e o ritmo sincopado criado por Alan Wilder, se harmonizam com
tamanha perfeição que o produto final, a música, toma conta de você de forma nunca
experimentada antes. Experimente o silêncio!
Não é nada fácil ser a música responsável por suceder Enjoy
The Silence, mas Policy Of Truth quase chega a rivalizar com sua
antecessora por conta de suas melodias grudentas e a levada seca e dançante. Policy
Of Truth é uma música por si só poderosa e que possui predicados suficiente
para torná-la o grande hit da história do Depeche Mode. Uma dualidade marca o
fim de Violator: Uma balada muito bonita, mas com uma simplicidade “krafterkiana”,
a música Blue Dress, antecede a pesada Clean, onde Dave Gahan
clama que está mais limpo do que nunca. Parece até uma piada tendo em vista a
situação pela qual o cantor passou poucos anos depois, quando chegou a ser
declarado morto por overdose. Estas duas últimas faixas nos fazem lembrar que o
Depeche Mode é uma banda de músicas sombrias e pesadas, mas que sabe trabalhar
esses elementos em doses sensatas, abrindo espaço para algo mais iluminado e
tocante, quando estes adjetivos se fazem necessários. Desta forma, a mente do
ouvinte não se afoga ferozmente no absinto negro, nem se deixa transformar em
um anjo que depende da luz para sobreviver.
Tecnicamente, Violator, o sétimo da discografia do
Depeche Mode, representa o ponto onde a transformação começada em Music For
The Masses enfim se concretizou. Influências de Rock alternativo se
mostraram cada vez mais presentes e as construções eletrônicas se tornaram mais
variadas, muito disso graças à novos métodos de produção adotados principalmente
por Alan Wilder (o nerd musical do quarteto) e pela parceria com Mark “Flood”
Ellis, produtor que trabalhara anteriormente com U2, New Order, Nine Inch
Nails e Erasure, dentre outros nomes. Anteriormente, a banda preparava suas programações
eletrônicas e já as deixava prontas antes mesmo de entrar em estúdio. Com o
novo método adotado a partir de Violator, a pré-produção passou a trabalhar
somente o essencial, de modo a trabalhar com maior liberdade e criatividade em
estúdio o esqueleto elaborado antes. Foi assim que Enjoy The Silence, o
maior hit da história do Depeche Mode, foi moldado. Originalmente, Martin Gore
o compôs como uma balada quase que romântica. Alan Wilder, em seu trabalho como
arranjador do grupo, transformou a música em uma peça dançante e empolgante, da
forma como a conhecemos hoje.
Resultado: sucesso no mundo inteiro, sacramentando de vez o Depeche Mode como uma banda de arenas e estádios, milhões de álbuns vendidos e muitas, muitas, certificações. A ousadia musical seria ainda mais trabalhada no álbum seguinte, Songs Of Faith And Devotion (1993), onde o grupo colocaria o pé de vez no Rock Alternativo. Entretanto, esta ousadia apareceria de uma forma predominantemente mais densa e pesada.
Há quem prefira o Depeche Mode oitentista, puramente Synthpop.
Tem os que gostam bastante da fase alternativa vivida nos anos 90 e os álbuns
atuais agradam por trazer elementos até mesmo de Blues (apesar das reclamações
de quem ainda sente falta de Alan Wider na banda). Mas ninguém pode contestar o
valor e a importância de Violator na discografia da banda. Este álbum é
a esquina onde os mundos já criados pela musicalidade do Depeche Mode se
encontram. Alternativo na medida certa, eletrônico para não esquecer as raízes
nem perder a essência. Em resumo: perfeito para a boa música e, principalmente,
para levantar os sentimentos mais escondidos, ferozes e ousados do ser humano. Ouça
este álbum e viole sua timidez.
A banda brasiliense Signo 13 continua a sua saga de
lançamentos mensais de singles. Relembrando: o grupo formado por Felipe
Rodrigues (vocais, guitarras, contrabaixo) e Rubens Cardoso
(bateria) está lançando um single por mês, de setembro de 2019 até outubro de
2020, para enfim lançar o álbum completo Serpentário, que será composto
dos 13 singles. O número se refere não só ao nome da banda, mas também à
constelação de Ofiúco, ou Serpentário, que seria o 13º signo no Zodíaco.
O single da vez foi Águas Primitivas. A música que
traz uma pegada mais radiofônica, remetendo a alguns nomes do Rock brasileiro (por
que não dizer, brasiliense) oitentista, contou com a participação especial de Cisso
Cerqueira na gaita. A arte de capa foi elaborada por Armando Salmito
e a letra foi criada por Márcio Calixto (Vesuvia, Stenamina Boat).
Confira no player abaixo o clipe oficial de Águas
Primitivas:
Da última vez em que reportamos os lançamentos do Signo 13, a
banda havia acabado de lançar o segundo single dessa jornada, Abismo Céu.
Portanto, disponibilizamos também nos players abaixo os demais singles lançados
desde Abismo Céu e Águas Primitivas. Confira Liberdade
Clandestina, Reflexo Disforme e Descontrução, Evolução.
Os quase 17 anos de atividade do duo carioca Cubüs
renderam a eles o posto de um dos principais representantes do Synthpop daquele
estado. Para marcar este primeiro período de 2020 em sua história, o Cubüs lançou
em várias plataformas digitais o single Os Gritos Não Se Calam. A música
ganhou um clipe, o qual você pode conferir no player ao final desta nota.
O single representa um retorno do Cubüs às atividades, tendo
em vista a pequena pausa que foi tomada após a sua turnê comemorativa de 15 anos.
Os Gritos Não Se Calam foi gravado entre dezembro do ano passado e
janeiro último e estará presente na coletânea Memorias De Um Continente III,
organizado pelo selo Infravox Records, do Peru.
Segundo Diego de Oliveira, vocalista do duo – que conta
também com Karlos Junior nos sintetizadores -, a música é uma espécie de
desabafo contra a postura niilista dos governantes do país.
“’Os Gritos Não Se Calam’ foi uma forma de expurgar
tudo de ruim que se passava em minha mente desde o resultado das eleições em
2018 no Brasil. O mundo vem cada vez mais sendo tomado de assalto por ideais
violentos, governantes que não compreendem as demandas da população e suas
transformações... Ficamos surpresos com os desejos dessa ‘seita’ tenebrosa em
acabar com tudo que, para nós, é racional e justo.
Mas também é uma mensagem de esperança: Nem todos se
alinham à essa corrente negativa e estamos dispostos a resistir. Músicas talvez
não possam mudar o mundo, mas talvez consigam, aos poucos, mudar as pessoas que
vivem nele. Arte é resistência (e também diversão).”
Musicalmente, Os Gritos Não Se Calam traz o conhecido
Synthpop analógico e distorcido do Cubüs, em uma construção de arranjos que
remete ao oitentismo e que também carrega em sua essência um pouco da atmosfera
fria do Darkwave. O single conta com uma segunda faixa, Sexo, Drogas, Aborto
& Satanismo, que nada mais é do que uma experimentação noise frenética
e alucinante, que mais parece a mente atrasada da pessoa que disse a frase que carrega
o título da música uns meses atrás.
Os Gritos Não Se Calam foi lançado via Paranoia
Musique e está disponível nas plataformas digitais desde o dia 06 de março.
No momento, o Cübus se prepara para suas primeiras apresentações de 2020 e
também já está engajado no processo de gravação do esperado segundo álbum.
Participação:
Alexandre Carneiro - guitarra em Praxis
Texto: Bruno Rocha
Os cariocas do As Dramatic Homage estão de volta após
dois anos com um novo single, Praxis. Musicalmente, este single está conectado
ao anterior, Consternation (2018), como Praxis fosse uma
continuação, ou um epílogo, de Consternation, tendo em vista que o novo
single possui uma abordagem completamente introspectiva, quase que desprovida
de distorções e até mesmo de bateria.
Quando a banda surgiu, em 1999, a proposta de Alexandre
Pontes (vocais, guitarras, programação) e companhia era de praticar um
misto de Black e Doom Metal, algo que foi se tornando mais complexo e variado
com o passar dos anos até atingir um nível que os classifica hoje como um ato
de Metal Progressivo, apesar de elementos de Metal extremo, notadamente de Doom, terem sido retidos. Esta evolução musical foi necessária a fim de acompanhar
e emoldurar com precisão os questionamentos filosóficos e existenciais presentes
nas letras. Os arranjos mais ricos e introspectivos servem como um canal para
que os pensamentos sejam absorvidos com maior facilidade; junto a eles, as
passagens pesadas e mais velozes servem para nos lembrar que a banda toca, em
sua essência pétrea, Heavy Metal.
Porém, Praxis surge despido de quaisquer elementos
musicais de peso ou de distorções. As duas faixas que compõem o single são acústicas
e com acompanhamento somente de teclados tímidos, mas pontuais. ISRS, a
faixa instrumental que abre os trabalhos, traz um clima melancólico em sua
levada de violão e no timbre do teclado que o acompanha que fazem jus ao significado
de seu título (Inibidor Seletivo de Recaptação de Serotonina). Para quem não conhece,
“serotonina” é um neuro-transmissor que, dentre outras funções, possui
atividades relacionadas à regulação do humor. O déficit de serotonina no
organismo é um facilitador de desenvolvimento de doenças como a depressão.
A faixa-título traz em sua letra o conceito de “práxis”, usado
em diversos campos do conhecimento para definir a sequência entre finalidades
teóricas e os resultados práticos. Dentro da proposta filosófica do As Dramatic
Homage, o “práxis” é tratado como um estimulante para que as pessoas saiam de
seu comodismo e passem a agir para que novos e satisfatórios resultados aconteçam
em suas vidas. Musicalmente, a música me parece um encontro do 40 Watt Sun
com alguma banda Prog setentista, dado o andamento sofrido criado pelos violões
que contrastam com a beleza calmante do refrão. Uma distorção na verdade
aparece, em um curto solo de guitarra na metade, tocado pelo músico convidado
Alexandre Carreiro, antes que um trecho bastante lento no violão acompanhe um
teclado de timbre lúgubre. A interpretação de Alexandre Pontes nos vocais é tocante
e correta, somente com a ressalva de que ele poderia se aprimorar ainda mais na
pronúncia do inglês. Mas isto é algo que só importará a quem é fluente na
língua, pois a interpretação do cantor e a música em si falam conseguem falar
ao interior do ouvinte sem a obrigação de usar como vetor um idioma específico.
Praxis foi gravado no HCS Estúdio, no Rio de Janeiro,
e teve produção do próprio Alexandre Pontes, que soube dosar com clareza e
inteligência a participação de cada um dos instrumentos nas músicas de modo a
transmitir com clareza ao ouvinte a mensagem das mesmas. Para ilustrar com
tamanha precisão a mensagem que Praxis transmite, o artista Gustavo
Sazes elaborou uma arte capaz de simplesmente congelar aquele que o contempla.
Com Praxis, o As Dramatic Homage mostra mais uma vez
que é uma banda importante e diferenciada dentro do cenário nacional. Sem medo
de tentar e, principalmente, de ousar, a banda nos apresenta métodos criativos
não somente dentro de arranjos ou de harmonias, como também em suas letras que
instigam o ouvinte a pensar e a refletir. Praxis é mais uma peça do
complexo e inquieto quebra-cabeça do As Dramatic Homage. Um quebra-cabeça que,
verdadeiramente, não se acaba. Ele se estende até onde a imaginação alcança, e
a imagem que ele cria não segue necessariamente um padrão, mas obedece à
intepretação sonora e plástica daquele que o monta.
Está marcado para o dia 26 de setembro, um sábado, a
esperada quarta edição do Deepland Festival, um dos principais eventos e encontros de música gótica do país, realizado pela Deepland Records. A edição deste ano
reunirá cinco grupos internacionais e nacionais que trarão consigo uma enorme
variedade de estilos de dentro do universo gótico/alternativo.
Uma das principais atrações do Deepland Festival IV serão os
alemães do Aeon Sable. Um dos nomes mais reconhecidos do Gothic Rock
atualmente, o grupo liderado pelo vocalista Nino Sable e pelo guitarrista
Din-Tah Aeon já tem em seu currículo passagens pelo Wave Gothik Treffen e Castle
Party e uma discografia de seis álbuns de estúdio. O som do Aeon Sable é
característico por trazer diversas influências que vão do esoterismo até o
Black Metal.
Do México virá a banda de Pós-Punk Capitals. O duo formado
por Jonathan Salazar e por Ivan Herrera traz um som empolgante e animado que
mostra influências de She Wants Revenge, Human Tetris e She Past Away. Recentemente
em 2019 o Capitals lançou o seu primeiro full-lenght, Año Once.
Outra atração internacional são os nossos vizinhos
colombianos do Los Malkavian. Mais um representante do Pós-Punk, o som do grupo
traz uma sonoridade mais distorcida e frenética, como ensinaram alguns dos
pioneiros do estilo como Bauhaus e Killing Joke, e também elementos de Shoegaze.
A banda formada por Alex Pela (vocais, bateria), Carolina Castaño (vocais,
guitarras), Jean Pierre Guarin (contrabaixo) e Mario López (guitarras) foi
fundada em 2013 na cidade de Medelin e tem em sua discografia o álbum Letargo,
de 2018.
De Recife estará presente a banda Ego Eris. Uma dos nomes
mais reconhecidos do Pós-Punk/Darkwave nacional, o grupo pernambucano estreou
em 2018 com o álbum Memento Mori, que foi sucesso de pedidos para o mercado
especializado estrangeiro segundo a gravadora Deepland Records, e já conta inclusive
com experiência internacional graças a participações no festival Tumbas
Eternas, no Peru, e no próprio Deepland Festival, no qual eles repetirão a
dose. O Ego Eris é formado por Marc Nero (guitarras, programação), Breno Romero
(vocais, programação) e Astroblack (contrabaixo, sintetizadores, programação).
Fechando o line-up do Deepland Festival IV estão os
paraibanos do Electro Bromance. O duo formado por Wilame AC (vocais, sintetizadores,
programação) e por Hansen Pessoa (guitarras, sintetizadores, programação, vocais)
vem de João Pessoa praticando um Synthpop com elementos de Future e Darkwave
bastante empolgante e que funciona perfeitamente ao vivo. O Electro Bromance
foi formado em 2015, mas já conta em seu currículo parcerias com nomes reconhecidos
nomes internacionais como os italianos do Ash Code, os canadenses do Decoded
Feedback e os mexicanos do Infected Sound System. O mais recente lançamento do
duo paraibano foi o álbum We Are Like A Time Bomb (2017, Deepland Records), que promete ser
sucedido ainda em 2020 por um segundo full-lenght, do qual já foi
disponibilizado o single Breaking Chains.
Além destas cinco bandas, estarão animando o público que
comparecer ao Deepland Festival IV os DJ’s Carlinhos, Xymox, Bat, Nanda McCoy e
Ricardo Wolff. O Deepland Festival IV acontecerá no Fofinho Rock Club, na avenida
Celso Garcia, próximo ao metrô Belém. Os ingressos do primeiro lote ainda estão
sendo vendidos e custam 170 reais.
SERVIÇO
DEEPLAND FESTIVAL IV
Bandas: Aeon Sable (Ale), Capitals (Mex), Los Malkavian
(Col), Ego Eris (Bra), Electro Bromance (Bra)
DJ’s: Carlinhos, Xymox, Bat, Nanda McCoy e Ricardo Wolff
Data: 26 de setembro (sábado)
Horário: 22:00
Local: Fofinho Rock Club. Avenida Celso Garcia, 2728 (próximo ao metrô Belém),
São Paulo/SP
Ingressos: R$170,00 (primeiro lote), R$200,00 (segundo lote), R$240,00
(terceiro lote)
Venda on-line: Kingdom Rock Store, Wave Records
Venda física: Fake No More, Reversa e Fofinho Rock Club (venda física apenas para
pagamentos em dinheiro)
Link do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/569229240522339/
Realização: Deepland Records