sábado, 18 de janeiro de 2020

Anum Preto: banda lança videoclipe da nova música “Inferno Interno”


A banda cearense de Pós-Punk Anum Preto lançou recentemente o clipe oficial da faixa-título de seu debut, Inferno Interno.

O trio formado por Aerson Moreira (vocais, teclados, programação), Ricardo César (contrabaixo) e Rafael Biersack (guitarras) surgiu ano passado na cidade de Fortaleza e tão logo já apresentou o seu trabalho de estreia, com um Pós-Punk que remete aos primórdios do estilo. Inferno Interno tem 10 faixas inéditas e está disponível para audição em várias plataformas digitais, bem como em formato físico.

Confira no player abaixo o videoclipe de Inferno Interno:

Vlad In Tears: banda italiana lança novo álbum “Dead Stories Of Forsaken Lovers”


O grupo italiano de Dark/Alternative Rock Vlad In Tears começou 2020 já lançando o álbum Dead Stories Of Forsaken Lovers, o oitavo full-length de sua discografia, através do selo alemão Echozone.

A banda formada por Kris Vlad (vocais), Lex Vlad (guitarras), Dario Vlad (contrabaixo) e Xander Vlad (bateria) traz neste novo trabalho o seu já reconhecido Rock alternativo dotado de muito peso e passagens melancólicas. Além das faixas regulares, que totalizam 10 composições, o álbum apresenta como bônus seis regravações em formato acústico de músicas antigas do grupo, além de um cover para Man In The Box, do Alice In Chains, também em formato acústico.

Confira no player abaixo o videoclipe oficial de Born Again, que ocupa a faixa de nº 3 de Dead Stories Of Forsaken Lovers e que tem como convidado especial Alexander "Lex" Wohnhaas, vocalista da banda alemã de Rock Industrial Megaherz.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

C.L.I.: banda italiana lança seu primeiro single, “Loricum”


Diretamente da encantadora região da Calabria, no sul da Itália, vem a banda C.L.I., abreviação para Cruel Life Inside. O grupo formado em 2017 é composto atualmente por A.P. (vocais), G.S. (contrabaixo) e F.B. (guitarras e programação) e pratica um som que mescla influências de Atmospheric Black Metal, Post Rock e Doom Metal.

Mantendo a tradição respeitada por quase todas as bandas italianas de Heavy Metal, o C.L.I. pratica um som com muita identidade e beleza, com um toque romântico, dentro sua proposta musical. A banda utiliza como inspirações para compor suas músicas as próprias paisagens da região calabresa, como por exemplo a primeira faixa divulgada do EP de estreia, Loricum. A inspiração para esta música vem de uma pequena cidade chamada Lorica, que fica às margens do lago Arvo, cuja paisagem adorna a capa do single. A atmosfera da música leva o ouvinte a contemplar sentado na beira do grande Arvo um pôr-do-sol que deixa o horizonte cor escarlate, rodeado por diversas nuvens cirrucumulus que ganham um tom alaranjado, e a sentir um vento frio, agravado pela umidade que vem das águas do lago. Segundo a banda, Lorica é como uma zona de transição, um caminho entre a felicidade e a tristeza, entre sonhos e realidade, entre a vida e a morte.

Loricum é uma das faixas do EP de estreia do C.L.I., Eclipses Vitae, que tem previsão de lançamento prevista para o primeiro trimestre de 2020. Confira no player abaixo a música Loricum.




quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

The Midas Reverse: confira detalhes do primeiro full-length do grupo gaúcho, “Ozymandias”



Está marcado para o dia 13 de dezembro o lançamento do primeiro álbum de estúdio da banda gaúcha The Midas Reverse. O mesmo terá como título Ozymandias e será lançado de forma independente através das plataformas digitais. A arte de capa do álbum foi criada pela fotógrafa Patrícia Lys.

O título Ozymandias, segundo a banda, tem como referência o soneto de mesmo nome escrito pelo poeta inglês Percy Shelley e que foi publicado em 1818. Na obra, Ozymandias é o apelido de Ramessés II, que é usado de forma alegórica para representar temas como arrogância, transitoriedade do poder e a relação obra-artista. Os temas mais recorrentes do álbum serão a ascensão do fascismo e a efemeridade das relações humanas no mundo atual.

Musicalmente falando, o The Midas Reverse promete trazer um trabalho com fortes influências de Pós-Punk e de Darkwave, o que sublinha a ideia principal do grupo que é trabalhar com experimentalismos e novas estéticas musicais. No EP de estreia Empty e nos singles UVB 76 e 6, 7, 8... Enough! (todos lançados em 2018), o The Midas Reverse explorou conceitos musicais que iam do Shoegaze ao Dubstep, passando por Post-Rock, Synthwave e EDM. Em Ozymidias, a banda apresentará 14 faixas, dentre elas seis instrumentais e algumas novas roupagens de músicas já lançadas antes.

O The Midas Reverse foi fundado em 2016 e sua formação conta atualmente com Felipe Schwarz (vocais, guitarras, sintetizadores), Gabriel Cabral (guitarras, sintetizadores), Anderson Martins (guitarras), Marco Borges (contrabaixo) e Cauê Otto dos Santos (bateria). Com os lançamentos de 2018 o The Midas Reverse atingiu repercussão até em sites e blogs do exterior.

Festim dos Krampus: confira detalhes do evento que acontecerá em Fortaleza no dia 13 de dezembro



O Krampus é um ser que, segundo as mitologias pagãs europeias, perseguia e punia as crianças mal comportadas durante o período que hoje conhecemos como Natal. Com o sincretismo religioso adotado pelo Cristianismo europeu, tornou-se uma tradição dizer que o Krampus acompanha São Nicolau (o Papai Noel) no mês de dezembro. É inspirado nesta figura mitológica que a Underdark Produções realiza seu último evento gótico de 2019 em Fortaleza, o Festim dos Krampus.

O Festim acontecerá em uma sexta-feira 13 de Lua Cheia, ocasião propícia para que o Krampus surja para punir aqueles que foram maldosos ao longo do ano que se encerra. Mas o Festim dos Krampus, na verdade, promete muita satisfação a todos que comparecerem à Casa Pagu, local que abrigará o evento, na próxima sexta-feira 13 as 20:00. As atrações musicais ficarão por conta do Maldigo. (Gothic Rock), com sua já conhecida atmosfera médio-oriental, e de duas novas bandas, L0st (Minimal Pós-Punk) e Anum Preto (Pós-Punk), que farão suas estreias ao vivo. Inclusive, o Anum Preto lançou recentemente seu primeiro trabalho de estúdio, Inferno Interno, disponível para audição no YouTube.

Além das atrações de bandas, o Festim dos Krampus terá sua trilha sonora animada pelos DJ’s Lugosi Noir, Enceladus e Caligari. Haverá também feira com lojas parceiras, sorteio de brindes, distribuição de zines e o lançamento da edição de nº 3 da revista Ossuário, a publicação oficial da Underdark Produções.

A Casa Pagu fica localizada na Avenida da Universidade, 2322, no bairro Benfica. Os ingressos custam 15 reais se comprados antecipadamente na Planet CD’s e no Covil Rock Bar. O ingresso na entrada do evento custará 20 reais.

SERVIÇO – FESTIM DOS KRAMPUS

Bandas: Maldigo., L0st, Anum Preto
DJ’s: Lugosi Noir, Enceladus, Caligari
Data: 13 de dezembro (sexta-feira)
Horário: 20:00
Local: Casa Pagu. Avenida da Universidade, 2322, Benfica, Fortaleza.
Ingressos: R$15,00 (antecipado), R$20,00 (portaria).
Pontos de venda: Planet CD’s e Covil Rock Bar.
Link do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/513043139284139/

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Electro Bromance: nova música “Breaking Chains” ganhará versões remixadas por Ash Code e por Code: Red Core




O duo paraibano de Synth/FuturePop Electro Bromance está nos preparativos finais para lançar o seu segundo álbum de estúdio, o sucessor do debut We Are Like A Time Bomb (2017).

Uma das músicas que farão parte do novo álbum será Breaking Chains, que vem sendo apresentada ao vivo desde 2018. Recentemente, o duo formado por Wilame AC (vocais, sintetizadores, programação) e Hansen Pessoa (guitarras, sintetizadores, programação, vocais) anunciou que Breaking Chains irá ganhar duas remixagens: uma do grupo italiano de Darkwave Ash Code e outra pelo projeto paulista Code: Red Core.

O Ash Code vem se firmando ao longo da última década como um dos principais representantes do Darkwave da atualidade. Segundo Wilame AC, o contato com os italianos se deu através do Facebook dos integrantes e que o retorno foi rápido, retorno esse onde o Ash Code se disse disposto a fazer um remix para Breaking Chains. Wilame completa dizendo que o Ash Code chama a sua atenção e a de Hansen pela sua sonoridade e pela sua atmosfera, o que acaba por se tornar uma grande influência para o Electro Bromance.

Já o contato com o Code: Red Core para também fazer um remix para Breaking Chains foi mais direto ainda, tendo em vista que os integrantes são colegas de Rodrigo Albuquerque, o mentor do projeto paulista de Aggrotech/Industrial que existe desde 2011.

O Electro Bromance foi fundado em 2015 como um trio, pois na época o grupo contava com os serviços do baixista Williard Fragoso. De contrato assinado com a Deepland Records, o Electro Bromance gravou nos últimos meses de 2016 o debut We Are Like A Time Bomb, já como duo e que foi lançado em fevereiro de 2017. Em setembro do mesmo ano foi disponibilizado o single Supermodel, que, além de sua versão original, veio com remixagens dos grupos Decorded Feedback (Canadá), Infected Sound System (México), K-Factor e Synthetik Form (Brasil).

Confira no player abaixo um registro de Breaking Chains, quando ela foi tocada ao vivo pela primeira vez em 2018.

domingo, 1 de dezembro de 2019

Gotham - Anjos e Demônios: confira como foi a edição 2019 da maior feira gótica de Fortaleza



Gotham - Anjos e Demônios
Havana 1884 - Fortaleza/CE (19/10/2019)
Imagens: Karen Cintra e Daniel Dutra

Texto: Bruno Rocha



Estabilizado como o evento gótico mais importante de Fortaleza, a feira Gotham, organizada anualmente pela Underdark Produções, viveu a sua quarta encarnação no último dia 19 de outubro, pela primeira vez no Havana 1884, um dos mais importantes abrigos da música alternativa da capital cearense dos últimos tempos. Desta feita o Gotham foi alcunhado como “Anjos e Demônios”, de modo a abrir espaço para que os mais variados e contrastantes espectros da arte obscura pudessem se fazer presentes no evento.

A feira Gotham reúne não só apresentações musicais, como também agrega outras formas de expressões como dança, fotografia, artes plásticas, exposição e feira de livros, lojinhas de souvenirs relacionados ao tema da feira e muita, muita gente sedenta por esse tipo de arte. O público que compareceu ao Gotham – Anjos e Demônios superou as expectativas, lotando o Havana 1884 e embelezando mais ainda o brilho do evento.

O Havana 1884 se localiza no bairro Benfica, quase na fronteira com o Centro de Fortaleza. Por ser um bairro universitário (no Benfica se localiza um dos campi da Universidade Federal do Ceará), lá se localizam muitas atrações para os jovens, tanto de documento quanto de alma, como bares, pubs, casas de shows e etc. Com seus ares boêmios, o Benfica é um prato cheio para as mais variadas matizes de arte e de cultura. Logo, as noites de sábado daquele bairro são sempre movimentadas. Não foi diferente na noite do dia 19 de outubro nas portas do Havana 1884. Por volta das 19:00, uma parte do público gótico que lá já estava se reunia no pequeno alpendre que existe do lado de fora da casa, completamente a mercê de uma imensa poça d’água que inundava a avenida bem em frente ao Havana e que se mexia violentamente cada vez que um carro ou um ônibus passava por cima. Este redator que vos escreve foi uma das vítimas do famigerado lago urbano. Pelo menos, pude acompanhar o evento de banho tomado, mas não necessariamente cheiroso.

Enquanto isso, o público que estava no alpendre aguardava a abertura dos portões dando os últimos retoques em seus visuais, tentando se distrair com seus estoques abarrotados de maquiagens, sombras e laquês. Finalmente, os portões se abrem as 19:35 com Leo de Oliveira, um dos organizadores do evento, chegando ao alpendre externo convidando as corujas e os morcegos para adentrarem ao mundo de Gotham – Anjos e Demônios.

Uma vez lá dentro, um dos DJ’s anfitriões escalados para a noite, Batastrophe, estava coordenando a trilha sonora para esquentar aqueles que ao recinto adentravam. Pouco tempo após a abertura da casa, já subiam ao palco os integrantes do Dark Hertz Transmission, que tinha a missão de abrir os trabalhos musicais do Gotham. A banda formada por Leo de Oliveira (vocais, sim, o organizador), Caio Mota (contrabaixo) e Erik Castro (guitarras, teclados, samplers) subiu ao palco e às 20:00 deu início ao seu animado show. O trio apresentou seu curto set recheado de composições inspiradas nas mais variadas matizes do Pós-Punk e do Synthpop, incluindo aí o single Carmilla, que fora divulgado um dia antes do evento. Muito a vontade em cima do palco, Leo de Oliveira intercalava danças bastante animadas em meio a sua performance vocal. Erik Castro se desdobrava com muita perícia em seus sintetizadores enquanto Caio Mota destilava melodias em seu contrabaixo de timbre agudo e cheio de efeitos. Em um dado momento, Leo de Oliveira desceu do palco para dançar junto ao público, deixando Erik com a responsabilidade de cantar Blue Monday, clássico do New Order. E esta não seria a última vez que o grupo de Bernard Sumner seria lembrado naquela noite.

Dark Hertz Transmission. Foto: Daniel Dutra

Leo de Oliveira (Dark Hertz Transmission). Foto: Daniel Dutra.

Caio Mota. Foto: Daniel Dutra.

Terminada a apresentação do Dark Hertz Transmission, Erik e Caio mal tiveram tempo de descer do palco e já voltaram a ocupar suas posições lá, pois eles também são integrantes do Maldigo, a próxima atração daquela noite de Gotham. Além deles dois, o Maldigo é formado pela vocalista Juliana Weyne, presença frequente em eventos de discotecagem como DJ Juju e também em diversas bandas-tributo. A proposta musical do Maldigo é um Pós-Punk/Gothic Rock com influências de música árabe, que reflete o conteúdo histórico adotado pelas letras. A banda também executa alguns covers ao vivo e foi exatamente um deles que deu início ao set do grupo, Dark Entries, do Bauhaus.

Chamava a atenção a indumentária e a maquiagem usada por Juliana em sua apresentação, especialmente uma pintura vermelha em sua testa que era adornada por uma lua crescente em branco. Erik Castro desta vez empunhava uma guitarra, mas ele não saiu de frente de sua estação sintetizadora, alternando-se entre os dois instrumentos quando convinha. Caio Mota continuava em sua mesma abordagem melódica com seu contrabaixo. Após tocarem as autorais Babylon The Great e Of Bones And Hazy Thoughts, a banda emendou um cover de The Hanging Garden, do The Cure. Juliana, com seus vocais expressivos, mostrava versatilidade para cantar tanto as músicas autorais do Maldigo quanto os covers, todos eles registrados originalmente por vozes masculinas. Durante a execução de Treasures In Aramaic Tears, Juliana põe uma tiara que lembrava uma coroa e se postou em cima de um suporte enquanto a dançarina Angel Kali entrava em ação apresentando uma magnânima performance de dança do ventre que durou alguns minutos por cima do instrumental guiado por Erik e por Caio. Ao seu final, Angel Kali se prostrou perante Juliana como ela fosse uma divindade, que estendeu a sua mão afim de receber aquela dança como uma oferenda. Quando o Maldigo deu início a At The Gates Of Babylon, os samplers de Erik Castro resolveram entrar em greve, impedindo assim a execução da mesma. Prontamente o trio não deixou o público só na vontade e mandou mais um cover, desta vez para Romeo’s Delight, do Christian Death, encerrando mais uma belíssima apresentação do grupo. Ambas as bandas mostraram nesta noite porque despontam como dois dos principais nomes do Pós-Punk fortalezense dos últimos tempos.

Maldigo. Foto: Karen Cintra

Juliana Weyne. Foto: Karen Cintra.
Erik Castro. Foto: Daniel Dutra.

Pausa nas apresentações musicais, era hora de averiguar as exposições fotográficas que estavam sendo exibidas no Gotham. Nesta hora o Havana 1884 já estava lotado, como era de se esperar tendo em vista a importância e a magnitude do Gotham para a cena gótica de Fortaleza. De repente, boa parte do público abria um círculo perto do palco para acompanhar a apresentação de dança Tribal Fusion do quarteto Artemísia, que apresentava sua performance iluminada por velas que elas mesmas trouxeram ao ambiente. Enquanto elas se apresentavam em frente ao palco, o grupo paraibano Electro Bromance já se encontrava em cima do mesmo arrumando seu equipamento eletrônico composto por sintetizadores, MacBooks e uma guitarra.

Ao fim da apresentação do grupo Artemísia, rapidamente o Electro Bromance deu início ao seu set. Uma das atrações mais esperadas do evento, o duo formada por Wilame AC (vocais, sintetizadores, programação) e por Hansen Pessoa (guitarras, sintetizadores, programação, vocais) veio a Fortaleza direto do estado da Paraíba para mostrar ao público local seu Synthpop pesado e futurista. Com músicas oriundas de seu mais recente álbum de estúdio We Are Like A Time Bomb (2017) e de outros singles já lançados, incluindo aí Supermodel (2017), o Electro Bromance colocou todo o público presente no Gotham para dançar com uma apresentação empolgante e eletrizante. Destacavam-se em meio ao público dois cybergoths que dançavam um de frente para o outro com feixes luminosos ao ritmo do Futurepop da dupla paraibana. O som a frente do palco estava ótimo e cada instrumento soava bastante nítido aos ouvidos, mas para os fundos da casa o som estava baixo.

Hansen se desdobrava entre os seus sintetizadores e sua guitarra de timbre altamente distorcido, além de ter que assumir os vocais em alguns momentos do concerto. Wilame era um show a parte; ora em sua estação, ora somente com o microfone, ele incendiava mais ainda o público ali presente com uma forte presença de palco que misturava danças e poses. E você lembra que em algum parágrafo acima eu disse que o New Order seria mais uma vez lembrado nesta noite? Pois bem, o Electro Bromance tratou de homenagear a banda britânica apresentando a sua versão para Bizarre Love Triangle. Assim foi a destruidora apresentação da dupla paraibana em terras alencarinas e que deixou muita saudade ao público.

Electro Bromance. Foto: Karen Cintra.


Wilame AC. Foto: Karen Cintra

Hansen Pessoa. Foto: Karen Cintra

Em pouco tempo as estações de Wilame e de Hansen foram desmontadas e rapidamente a outra grande atração do evento subiu ao palco, o Plastique Noir. Apesar de serem mais conhecidos “do que farinha”, como se diz no Ceará, a qualidade musical e o profissionalismo do trio sempre são indicativos de que um show do grupo será mais uma grande apresentação, donde sempre um grande e fiel público se reúne para vê-los. A novidade que o Plastique Noir estava divulgando no momento era o split As Above, So Below, que o grupo lançou junto a banda paulista Das Projekt, onde uma banda toca músicas da outra num total de dez faixas, trabalho lançado pela Wave Records.

O trio formado por Airton S. (vocais, programações), Danyel Noir (guitarras) e Deivyson Teixeira (contrabaixo) chegou arrebentando tudo com 24 Hours Awake, faixa-título do álbum mais recente lançado em 2014, e com Phantom In My Stereo. Em seguida veio uma nova música, a maravilhosa Asleep In The Night Train, que dá indícios de que o novo trabalho que o Plastique Noir está gravando virá com uma carga mais forte ainda de negrume e melancolia. Após uma acalmada com a infalível Emerging Rats e uma acordada geral com Inconstancy, o trio apresentou Christine, do Das Projekt, uma das faixas registradas no split mencionado no parágrafo anterior. Logo após veio I Disappear, que teve a missão de preparar o público para a reta final arrebatadora com a levanta-público Rose Of Flash And Blood (não se ouve os vocais de Airton quando o público esbraveja o refrão), a clássica e maldosa Creep Show (onde o público aproveitou a levada de bateria para levantar um coro maravilhoso contra o atual presidente da república) e o encerramento definitivo com mais uma música nova, Catedrais em Chamas.

Junto a “definitivo”, esse encerramento foi inesperado. Meio que sem mais nem menos, o Plastique Noir começou a desmontar seu equipamento, o que deixou parte do público que esperava por um set mais longo visivelmente com cara de tacho. Mas a culpa disso não foi da banda e nem da produção. Os fiscais da Prefeitura de Fortaleza e a Polícia sempre pegam pesado com relação aos horários de som alto em nossa cidade, o que já ocasionou diversos problemas parecidos em eventos anteriores dos mais variados estilos musicais. Mas o que foi apresentado pelo Plastique Noir nesta noite saciou muito bem, como sempre, o fiel público que chegou para vê-los e para apreciar mais uma edição bem-sucedida do Gotham.

Airton S. e Deivyson Teixeira. Foto: Daniel Dutra.

Danyel Noir. Foto: Daniel Dutra.
Este repórter precisou se retirar ao fim da apresentação do Plastique Noir e não pode conferir a apresentação dos renomados DJ’s paraibanos Xymox e Bat, além do outro anfitrião da noite, DJ Enceladus. Mas, dado tudo o que foi relatado aqui e muito mais, fica uma certeza: o Gotham se solidifica como um dos eventos góticos mais importantes quiçá do Brasil. A cena gótica local se mostra forte e presente, com organizadores e produtores que arregaçam as mangas para que tudo seja executado com a maior precisão e perícia possíveis (parabéns a todos da equipe Underdark Produções). Outro ponto a se destacar é a emergente onda de bandas que surgem em Fortaleza, especialmente nos últimos dois anos. Ficava difícil mencionar outra banda Gótica/Pós-Punk da cidade que não fosse o Plastique Noir. Agora, as apresentações de Dark Hertz Transmission e Maldigo, bem como de outros grupos que já tiveram a oportunidade de mostrarem seus promissores trabalhos ao vivo, provam que existe em Fortaleza um talento natural de seus músicos para a coisa, o que fará com que mais nomes daqui sejam cada vez mais reconhecidos. Para isso, é só manter o nível de profissionalismo e de garra apresentado até agora, pois o talento existe.

Vida longa ao Gotham!

Foto: Daniel Dutra.

Foto: Daniel Dutra.

Foto: Karen Cintra.

Foto: Karen Cintra.

Foto: Karen Cintra.

Foto: Karen Cintra

Foto: Karen Cintra.

Foto: Karen Cintra.

Foto: Karen Cintra
Foto: Karen Cintra

Foto: Karen Cintra.


Foto: Daniel Dutra
Foto: Daniel Dutra
Foto: Daniel Dutra
Foto: Daniel Dutra
DJ Xymox e DJ Bat. Foto: Daniel Dutra
Foto: Daniel Dutra
Foto: Karen Cintra
Foto: Karen Cintra